{"id":3349,"date":"2023-12-21T09:10:44","date_gmt":"2023-12-21T12:10:44","guid":{"rendered":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/2023\/12\/21\/marco-cesar-diario-do-nordeste\/"},"modified":"2023-12-21T09:10:44","modified_gmt":"2023-12-21T12:10:44","slug":"marco-cesar-diario-do-nordeste","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/2023\/12\/21\/marco-cesar-diario-do-nordeste\/","title":{"rendered":"MARCO C\u00c9SAR &#8211; Di\u00e1rio do Nordeste"},"content":{"rendered":"<p>Corriam os anos 70. Os da minha gera\u00e7\u00e3o come\u00e7avam a singrar os mares profissionais. Amigos, embora distintos, entravamos nos trinta: Antonio dos Santos, Artur Silva, Alfredo Couto, Giordano Loureiro, Gerardo Santos, Lauro Chaves, Marco Ant\u00f4nio, Marco C\u00e9sar, Nisabro Fujita e Paulo Cruz. Ant\u00f4nio e Artur, deputados; Alfredo Couto advogava; Giordano e Gerardo, calculistas; Lauro Chaves, administrador; Nisabro, Paulo Cruz, Marco Ant\u00f4nio e Marco C\u00e9sar, engenheiros civis. Todos casados. Filhos nascendo, estudando e crescendo. Viv\u00edamos nas casas uns dos outros. E, particularmente, nos fins de semanas, na nossa casa na praia da desconhecida Tabuba. Falemos de Marco C\u00e9sar, filho do general e ex-deputado federal Josias Ferreira Gomes. Foi engenheiro da Cenorte e, posteriormente, da Telebr\u00e1s. Foi chamado para presidir a Coelce, a Companhia de Eletrifica\u00e7\u00e3o do Cear\u00e1. Nela passou anos. Depois, comp\u00f4s a diretoria da Telecear\u00e1. A roda do mundo gira e o que era p\u00fablico &#8211; com pouco dinheiro e fartos empr\u00e9stimos do BNDES &#8211; passa a privado. Um dia, convidei Marco C\u00e9sar para trabalhar comigo. Sabia ser dif\u00edcil o processo de sua adapta\u00e7\u00e3o na vida empresarial. Os, sem padrinhos e conchavos, da empresa privada, somos catadores de conchas, pescadores de raras oportunidades, tratadores e vendedores de nossos peixes, mi\u00fados, disputados em mercado sempre hostil. Assim, ele e eu tentamos, mas descobrimos que o servi\u00e7o p\u00fablico estava entranhado no seu sangue, no valioso curr\u00edculo e, especialmente, em seu esp\u00edrito. Era homem para estrat\u00e9gias p\u00fablicas e n\u00e3o mero engenheiro. Os anos passando. Marco C\u00e9sar aposenta-se da Telebr\u00e1s. Sabia-se capaz, mas a din\u00e2mica pol\u00edtica n\u00e3o tem mem\u00f3ria. Foi ent\u00e3o que ele, pouco a pouco, assumiu-se como quis. Senhor de seus atos, leitor e estudioso, ilustrado que era. Dava pouco espa\u00e7o a intromiss\u00f5es no seu mundo on\u00edrico e particular. Nesta segunda, 28, manh\u00e3 cedo, soube que a parca, na gris noite de domingo, o havia convocado, merc\u00ea da fragilidade de seu grande cora\u00e7\u00e3o. Foi amado e respeitado por Diana, sua mulher, e pelas filhas Renata e Roberta, capazes e cidad\u00e3s do mundo. Marco C\u00e9sar. Smile.<\/p>\n<p>Jo\u00e3o Soares Neto,<br \/>\nescritor<br \/>\nCR\u00d4NICA PUBLICADA NO DI\u00c1RIO DO NORDESTE EM 04\/10\/2009.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Corriam os anos 70. Os da minha gera\u00e7\u00e3o come\u00e7avam a singrar os mares profissionais. Amigos, embora distintos, entravamos nos trinta: Antonio dos Santos, Artur Silva, Alfredo Couto, Giordano Loureiro, Gerardo Santos, Lauro Chaves, Marco Ant\u00f4nio, Marco C\u00e9sar, Nisabro Fujita e Paulo Cruz. Ant\u00f4nio e Artur, deputados; Alfredo Couto advogava; Giordano e Gerardo, calculistas; Lauro Chaves, administrador; Nisabro, Paulo Cruz, Marco Ant\u00f4nio e Marco C\u00e9sar, engenheiros civis. Todos casados. Filhos nascendo, estudando e crescendo. Viv\u00edamos nas casas uns dos outros. E, particularmente, nos fins de semanas, na nossa casa na praia da desconhecida Tabuba. Falemos de Marco C\u00e9sar, filho do general e ex-deputado federal Josias Ferreira Gomes. Foi engenheiro da Cenorte e, posteriormente, da Telebr\u00e1s. Foi chamado para presidir a Coelce, a Companhia de Eletrifica\u00e7\u00e3o do Cear\u00e1. Nela passou anos. Depois, comp\u00f4s a diretoria da Telecear\u00e1. A roda do mundo gira e o que era p\u00fablico &#8211; com pouco dinheiro e fartos empr\u00e9stimos do BNDES &#8211; passa a privado. Um dia, convidei Marco C\u00e9sar para trabalhar comigo. Sabia ser dif\u00edcil o processo de sua adapta\u00e7\u00e3o na vida empresarial. Os, sem padrinhos e conchavos, da empresa privada, somos catadores de conchas, pescadores de raras oportunidades, tratadores e vendedores de nossos peixes, mi\u00fados, disputados em mercado sempre hostil. Assim, ele e eu tentamos, mas descobrimos que o servi\u00e7o p\u00fablico estava entranhado no seu sangue, no valioso curr\u00edculo e, especialmente, em seu esp\u00edrito. Era homem para estrat\u00e9gias p\u00fablicas e n\u00e3o mero engenheiro. Os anos passando. Marco C\u00e9sar aposenta-se da Telebr\u00e1s. Sabia-se capaz, mas a din\u00e2mica pol\u00edtica n\u00e3o tem mem\u00f3ria. Foi ent\u00e3o que ele, pouco a pouco, assumiu-se como quis. Senhor de seus atos, leitor e estudioso, ilustrado que era. Dava pouco espa\u00e7o a intromiss\u00f5es no seu mundo on\u00edrico e particular. Nesta segunda, 28, manh\u00e3 cedo, soube que a parca, na gris noite de domingo, o havia convocado, merc\u00ea da fragilidade de seu grande cora\u00e7\u00e3o. Foi amado e respeitado por Diana, sua mulher, e pelas filhas Renata e Roberta, capazes e cidad\u00e3s do mundo. Marco C\u00e9sar. Smile.<\/p>\n<p>Jo\u00e3o Soares Neto,<br \/>\nescritor<br \/>\nCR\u00d4NICA PUBLICADA NO DI\u00c1RIO DO NORDESTE EM 04\/10\/2009.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-3349","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry"],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3349","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3349"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3349\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3349"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3349"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3349"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}