{"id":3371,"date":"2023-12-21T09:10:44","date_gmt":"2023-12-21T12:10:44","guid":{"rendered":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/2023\/12\/21\/o-dono-da-festa-jornal-o-estado\/"},"modified":"2023-12-21T09:10:44","modified_gmt":"2023-12-21T12:10:44","slug":"o-dono-da-festa-jornal-o-estado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/2023\/12\/21\/o-dono-da-festa-jornal-o-estado\/","title":{"rendered":"O DONO DA FESTA &#8211; Jornal O Estado"},"content":{"rendered":"<p>Conta a Hist\u00f3ria que, em Bel\u00e9m de Jud\u00e1, nasceu um menino. Filho de Jos\u00e9, um velho carpinteiro, e de Maria, uma jovem virgem. Ele, Jesus, nasceu em meio a festas pag\u00e3s do mundo hebraico. Faziam celebra\u00e7\u00f5es para louvar a Saturno, o deus da fartura ou da colheita, e a Mitras, o deus da luz e do sol. Esse menino era de uma pobre fam\u00edlia nazarena e nasceu numa manjedoura ou gruta em noite alta em um 25 de dezembro. Consta que uma estrela brilhante desceu dos c\u00e9us a anunciar a sua vinda. Ele foi crescendo e se descobriu diferente, pois pregava o amor, a fraternidade e a uni\u00e3o, em meio a disc\u00f3rdias j\u00e1 existentes em seu tempo. E tornou-se homem. Saiu de Nazar\u00e9 e foi trabalhar na Galileia com Zebedeu, ajudando-o a construir barcos. Depois, deu in\u00edcio a uma prega\u00e7\u00e3o nova. Seria anarquista, s\u00e1bio ou patriota? O que ficou claro \u00e9 que pregava o amor ao pr\u00f3ximo, o perd\u00e3o e dizia que para se viver eternamente seria preciso morrer. Falava de ressurrei\u00e7\u00e3o e de um para\u00edso comandado por Deus, o senhor supremo. Condenado por blasf\u00eamia, apedrejado e crucificado, aos 33 anos, em meio a dois ladr\u00f5es comuns, sua morte foi fato restrito a uma prov\u00edncia da Judeia, dominada ent\u00e3o pelos romanos. Sua import\u00e2ncia, s\u00e9culo a s\u00e9culo, foi aumentando por tradi\u00e7\u00e3o oral e pelos seus seguidores, escritos dos evangelistas e pela consolida\u00e7\u00e3o do Cristianismo, no final dos anos 300 da nossa era. A contagem do tempo, no mundo ocidental, se faz a partir de seu nascimento, h\u00e1 2009 anos, agora comemorado. A Ele e \u00e0 sua Fam\u00edlia reverenciamos neste Natal que se deseja crist\u00e3o, ecum\u00eanico, amoroso e de congra\u00e7amento. Cada pessoa se d\u00ea conta de que possui alma ou esp\u00edrito, aura ou ju\u00edzo cr\u00edtico a nos balizar frente \u00e0s duras quest\u00f5es do dia-a-dia e do viver. Diz uma pastoral da juventude que a vinda de Cristo foi espont\u00e2nea, gratuita e generosa. Ele veio sem ser pedido. N\u00e3o olhava para o merecimento, mas redimia pelo amor. E n\u00e3o pedia nada em troca. Dessa forma, fazer o bem n\u00e3o seria contrapresta\u00e7\u00e3o, mas dever de consci\u00eancia e de amor ao pr\u00f3ximo, \u00e0quele a quem devemos chamar de irm\u00e3o. O Natal sempre \u00e9 tempo de festas, confraterniza\u00e7\u00e3o, mas pede, igualmente, reflex\u00e3o, revis\u00e3o de princ\u00edpios, e a tomada de consci\u00eancia de que somos finitos, transit\u00f3rios, embora acenados por perspectivas eternas, se justos. Feliz Natal.<\/p>\n<p>Jo\u00e3o Soares Neto,<br \/>\nescritor<br \/>\nCR\u00d4NICA PUBLICADA NO JORNAL O ESTADO EM 25\/12\/2009.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Conta a Hist\u00f3ria que, em Bel\u00e9m de Jud\u00e1, nasceu um menino. Filho de Jos\u00e9, um velho carpinteiro, e de Maria, uma jovem virgem. Ele, Jesus, nasceu em meio a festas pag\u00e3s do mundo hebraico. Faziam celebra\u00e7\u00f5es para louvar a Saturno, o deus da fartura ou da colheita, e a Mitras, o deus da luz e do sol. Esse menino era de uma pobre fam\u00edlia nazarena e nasceu numa manjedoura ou gruta em noite alta em um 25 de dezembro. Consta que uma estrela brilhante desceu dos c\u00e9us a anunciar a sua vinda. Ele foi crescendo e se descobriu diferente, pois pregava o amor, a fraternidade e a uni\u00e3o, em meio a disc\u00f3rdias j\u00e1 existentes em seu tempo. E tornou-se homem. Saiu de Nazar\u00e9 e foi trabalhar na Galileia com Zebedeu, ajudando-o a construir barcos. Depois, deu in\u00edcio a uma prega\u00e7\u00e3o nova. Seria anarquista, s\u00e1bio ou patriota? O que ficou claro \u00e9 que pregava o amor ao pr\u00f3ximo, o perd\u00e3o e dizia que para se viver eternamente seria preciso morrer. Falava de ressurrei\u00e7\u00e3o e de um para\u00edso comandado por Deus, o senhor supremo. Condenado por blasf\u00eamia, apedrejado e crucificado, aos 33 anos, em meio a dois ladr\u00f5es comuns, sua morte foi fato restrito a uma prov\u00edncia da Judeia, dominada ent\u00e3o pelos romanos. Sua import\u00e2ncia, s\u00e9culo a s\u00e9culo, foi aumentando por tradi\u00e7\u00e3o oral e pelos seus seguidores, escritos dos evangelistas e pela consolida\u00e7\u00e3o do Cristianismo, no final dos anos 300 da nossa era. A contagem do tempo, no mundo ocidental, se faz a partir de seu nascimento, h\u00e1 2009 anos, agora comemorado. A Ele e \u00e0 sua Fam\u00edlia reverenciamos neste Natal que se deseja crist\u00e3o, ecum\u00eanico, amoroso e de congra\u00e7amento. Cada pessoa se d\u00ea conta de que possui alma ou esp\u00edrito, aura ou ju\u00edzo cr\u00edtico a nos balizar frente \u00e0s duras quest\u00f5es do dia-a-dia e do viver. Diz uma pastoral da juventude que a vinda de Cristo foi espont\u00e2nea, gratuita e generosa. Ele veio sem ser pedido. N\u00e3o olhava para o merecimento, mas redimia pelo amor. E n\u00e3o pedia nada em troca. Dessa forma, fazer o bem n\u00e3o seria contrapresta\u00e7\u00e3o, mas dever de consci\u00eancia e de amor ao pr\u00f3ximo, \u00e0quele a quem devemos chamar de irm\u00e3o. O Natal sempre \u00e9 tempo de festas, confraterniza\u00e7\u00e3o, mas pede, igualmente, reflex\u00e3o, revis\u00e3o de princ\u00edpios, e a tomada de consci\u00eancia de que somos finitos, transit\u00f3rios, embora acenados por perspectivas eternas, se justos. Feliz Natal.<\/p>\n<p>Jo\u00e3o Soares Neto,<br \/>\nescritor<br \/>\nCR\u00d4NICA PUBLICADA NO JORNAL O ESTADO EM 25\/12\/2009.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-3371","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry"],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3371","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3371"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3371\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3371"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3371"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3371"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}