{"id":3378,"date":"2023-12-21T09:10:44","date_gmt":"2023-12-21T12:10:44","guid":{"rendered":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/2023\/12\/21\/conversa-de-domingo-diario-do-nordeste\/"},"modified":"2023-12-21T09:10:44","modified_gmt":"2023-12-21T12:10:44","slug":"conversa-de-domingo-diario-do-nordeste","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/2023\/12\/21\/conversa-de-domingo-diario-do-nordeste\/","title":{"rendered":"CONVERSA DE DOMINGO &#8211; Di\u00e1rio do Nordeste"},"content":{"rendered":"<p>E agora que janeiro est\u00e1 pr\u00f3ximo do fim, ainda lembra do que prometeu e pediu na virada do ano? Recorda que deu um balan\u00e7o nos problemas, relacionamentos, visual, peso, imagem p\u00fablica e idade? Como diria o Ponte Preta, tudo era \u00f3bvio e ululante. Tem aquela hist\u00f3ria de voc\u00ea ser uma pessoa \u00fanica (se n\u00e3o o fora, um trem a teria dividido?), de seus planos pessoais n\u00e3o serem iguais aos de ningu\u00e9m e coisa e tal. Da\u00ed, entre o calor e os respingos de chuva, fala-se muito em reinventar a vida, n\u00e3o deix\u00e1-la morna, modorrenta e igual \u00e0 de anos passados. At\u00e9 eu devo ter escrito isso por aqui. Desculpem, na hora com certeza estava pensando assim.<br \/>\nComo este espa\u00e7o \u00e9 limitado, menos de 400 palavras (pode conferir), e n\u00e3o se prop\u00f5e a aconselhamento, mas a articular ideias, breves que sejam, imagine-se em um \u201cashram\u201d, um lugar aquietado, simples, em qualquer parte da \u00cdndia onde vive um Iogue de meia idade, uma esp\u00e9cie de guru. L\u00e1, nos ashrams, eles t\u00eam vida contemplativa, extrema languidez de movimentos e falam ingl\u00eas lento. E para esses lugares est\u00e3o indo milhares de ocidentais \u00e0 procura de paz. V\u00e3o ao exterior descobrir o seu interior. Assim, sem viajar, creia-se, por exemplo, em um ashram seu, exclusivo, que pode ser um quarto silencioso ou a sombra de uma mangueira frondosa. D\u00ea uma de guru de si pr\u00f3prio, desempregue o Paulo Coelho. E, ao mesmo tempo, seja um aprendiz. Dif\u00edcil? E o que \u00e9 f\u00e1cil? Como se fora um espelhamento veja-se refletido na sua imagina\u00e7\u00e3o, sem precisar abrir os olhos. Feche os olhos para ver. Experimente. Isso \u00e9 conversa de domingo, dia da pregui\u00e7a, exceto para os mu\u00e7ulmanos e judeus. V\u00e1 l\u00e1, cara. Tente. N\u00e3o custa nada, nem precisa de plano de sa\u00fade ou fila do SUS. Basta parar e pensar em voc\u00ea mesmo. Um mergulho na alma. Se voc\u00ea n\u00e3o acredita que tem alma, d\u00ea uma olhada na consci\u00eancia. D\u00e1 no mesmo. V\u00e1 devagar, a \u00cdndia \u00e9 longe embora voc\u00ea n\u00e3o tenha sa\u00eddo de seu lugar. Tente o que chamam por a\u00ed de sincroniza\u00e7\u00e3o, uma esp\u00e9cie de embreagem que n\u00e3o permite solavancos na sua aquieta\u00e7\u00e3o, mesmo que moment\u00e2nea. E n\u00e3o esque\u00e7a de ter compaix\u00e3o por voc\u00ea e pelos outros.<\/p>\n<p>Jo\u00e3o Soares Neto,<br \/>\nescritor<br \/>\nCR\u00d4NICA PUBLICADA NO DI\u00c1RIO DO NORDESTE EM 20\/01\/2008<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>E agora que janeiro est\u00e1 pr\u00f3ximo do fim, ainda lembra do que prometeu e pediu na virada do ano? Recorda que deu um balan\u00e7o nos problemas, relacionamentos, visual, peso, imagem p\u00fablica e idade? Como diria o Ponte Preta, tudo era \u00f3bvio e ululante. Tem aquela hist\u00f3ria de voc\u00ea ser uma pessoa \u00fanica (se n\u00e3o o fora, um trem a teria dividido?), de seus planos pessoais n\u00e3o serem iguais aos de ningu\u00e9m e coisa e tal. Da\u00ed, entre o calor e os respingos de chuva, fala-se muito em reinventar a vida, n\u00e3o deix\u00e1-la morna, modorrenta e igual \u00e0 de anos passados. At\u00e9 eu devo ter escrito isso por aqui. Desculpem, na hora com certeza estava pensando assim.<br \/>\nComo este espa\u00e7o \u00e9 limitado, menos de 400 palavras (pode conferir), e n\u00e3o se prop\u00f5e a aconselhamento, mas a articular ideias, breves que sejam, imagine-se em um \u201cashram\u201d, um lugar aquietado, simples, em qualquer parte da \u00cdndia onde vive um Iogue de meia idade, uma esp\u00e9cie de guru. L\u00e1, nos ashrams, eles t\u00eam vida contemplativa, extrema languidez de movimentos e falam ingl\u00eas lento. E para esses lugares est\u00e3o indo milhares de ocidentais \u00e0 procura de paz. V\u00e3o ao exterior descobrir o seu interior. Assim, sem viajar, creia-se, por exemplo, em um ashram seu, exclusivo, que pode ser um quarto silencioso ou a sombra de uma mangueira frondosa. D\u00ea uma de guru de si pr\u00f3prio, desempregue o Paulo Coelho. E, ao mesmo tempo, seja um aprendiz. Dif\u00edcil? E o que \u00e9 f\u00e1cil? Como se fora um espelhamento veja-se refletido na sua imagina\u00e7\u00e3o, sem precisar abrir os olhos. Feche os olhos para ver. Experimente. Isso \u00e9 conversa de domingo, dia da pregui\u00e7a, exceto para os mu\u00e7ulmanos e judeus. V\u00e1 l\u00e1, cara. Tente. N\u00e3o custa nada, nem precisa de plano de sa\u00fade ou fila do SUS. Basta parar e pensar em voc\u00ea mesmo. Um mergulho na alma. Se voc\u00ea n\u00e3o acredita que tem alma, d\u00ea uma olhada na consci\u00eancia. D\u00e1 no mesmo. V\u00e1 devagar, a \u00cdndia \u00e9 longe embora voc\u00ea n\u00e3o tenha sa\u00eddo de seu lugar. Tente o que chamam por a\u00ed de sincroniza\u00e7\u00e3o, uma esp\u00e9cie de embreagem que n\u00e3o permite solavancos na sua aquieta\u00e7\u00e3o, mesmo que moment\u00e2nea. 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