{"id":3393,"date":"2023-12-21T09:10:45","date_gmt":"2023-12-21T12:10:45","guid":{"rendered":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/2023\/12\/21\/novo-academico-jornal-o-estado\/"},"modified":"2023-12-21T09:10:45","modified_gmt":"2023-12-21T12:10:45","slug":"novo-academico-jornal-o-estado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/2023\/12\/21\/novo-academico-jornal-o-estado\/","title":{"rendered":"NOVO ACAD\u00caMICO &#8211; Jornal O Estado"},"content":{"rendered":"<p>Ubiratan Aguiar \u00e9 o mais novo acad\u00eamico da Academia Fortalezense de Letras. Pulsou em mim a alegria de traz\u00ea-lo a esse del\u00edrio coletivo, a p\u00e1tria dos que se lan\u00e7am ao desafio de expor os seus escritos aos olhos dos outros. N\u00e3o importa seja prosa, verso ou prosa po\u00e9tica. O que conta \u00e9 a coragem de abrir suas veias e deixar que o sangue se perpetue no papel.<br \/>\nUbiratan Aguiar chegou ontem ao Pal\u00e1cio da Luz, matriz das academias de letras cearenses e palco nos \u00faltimos duzentos anos dos mais importantes acontecimentos do Cear\u00e1. Um Pal\u00e1cio que, de propriedade privada, passou a bem p\u00fablico e agora abriga os que trabalham com palavras e quimeras. A Academia Fortalezense de Letras, nascida neste s\u00e9culo, pelas m\u00e3os de Mathusa\u00edla Santiago e Jos\u00e9 Lu\u00eds Lira, e, por tal raz\u00e3o, compromissada com o futuro, mas ajustada na sua sedimenta\u00e7\u00e3o com a argamassa da hist\u00f3ria, a \u00e1gua do passado e at\u00e9 do limo que exsuda destas paredes de tijolos dobrados. Na solenidade eu perguntei, como se fora um padre, pastor ou rabino em uma cerim\u00f4nia de casamento: &#8211; Ubiratan, voc\u00ea exerce atividade liter\u00e1ria? &#8211; Voc\u00ea est\u00e1 interessado no bom funcionamento da institui\u00e7\u00e3o? &#8211; Voc\u00ea quer se unir a ela? Ele respondeu sim a cada pergunta. Mas o fez com a linguagem da alma.<br \/>\nDe minha parte, afirmei que voc\u00ea exerce atividade liter\u00e1ria e que seu hist\u00f3rico de vida n\u00e3o deixa d\u00favida quanto ao compromisso de zelar por nossa Academia. Por essa raz\u00e3o tomei a iniciativa de indicar seu nome, obtendo total acolhida dos nossos pares. Ubiratan Aguiar \u00e9 madeira de lei: um cedro menino transplantado para Fortaleza e daqui &#8212; onde suas ra\u00edzes foram fundeadas &#8212; esgalhou-se pelo Planalto Central, esse quase sert\u00e3o vermelho cujo ar rarefeito parece incidir, muitas vezes, na raz\u00e3o coletiva. Mas Ubiratan sempre teve um plano piloto pessoal que o conduziu pelos caminhos da dec\u00eancia. E o faz segundo uma cronologia simples, verdadeira e consistente.<br \/>\nO que dizer de um homem que, por m\u00e9ritos pessoais, consegue iniciar sua vida pol\u00edtica como vereador, al\u00e7a-se a condi\u00e7\u00e3o de deputado estadual, secret\u00e1rio de Estado e chega j\u00e1 na qualidade de Deputado Federal, a ser Constituinte, Presidente da Comiss\u00e3o de Educa\u00e7\u00e3o e, por duas vezes, \u00e9 eleito Primeiro Secret\u00e1rio da C\u00e2mara Federal?<br \/>\nA sua hist\u00f3ria pessoal j\u00e1 est\u00e1 inscrita nos anais da C\u00e2mara Municipal de Fortaleza, da Assembleia Legislativa do Cear\u00e1, da C\u00e2mara Federal e nos arquivos eletr\u00f4nicos e julgados do Tribunal de Contas da Uni\u00e3o. Queremo-lo &#8211; disse eu &#8211; Ubiratan, em outra nova luta coletiva: a de fazer este Pal\u00e1cio da Luz ainda mais esplendoroso em conte\u00fado, formas e cores. Garboso na sua restaura\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria e do seu entorno.<br \/>\nSaiba, por fim, que a d\u00favida que persiste na indaga\u00e7\u00e3o que sempre faz ao fim de seus versos n\u00e3o deixa de ser uma inquieta\u00e7\u00e3o po\u00e9tica. E quem escreve especialmente versos, estabelece uma rela\u00e7\u00e3o de car\u00e1ter dial\u00f3gico ao procurar fazer um acerto de contas com o seu eu profundo, medos, sonhos, hist\u00f3ria, signos, s\u00edmbolos e mitos. Se esse sentimento chega com a maturidade, que seja bem-vindo. <\/p>\n<p>Jo\u00e3o Soares Neto,<br \/>\nescritor<br \/>\nCR\u00d4NICA PUBLICADA NO JORNAL O ESTADO EM 14\/03\/2008.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ubiratan Aguiar \u00e9 o mais novo acad\u00eamico da Academia Fortalezense de Letras. Pulsou em mim a alegria de traz\u00ea-lo a esse del\u00edrio coletivo, a p\u00e1tria dos que se lan\u00e7am ao desafio de expor os seus escritos aos olhos dos outros. N\u00e3o importa seja prosa, verso ou prosa po\u00e9tica. O que conta \u00e9 a coragem de abrir suas veias e deixar que o sangue se perpetue no papel.<br \/>\nUbiratan Aguiar chegou ontem ao Pal\u00e1cio da Luz, matriz das academias de letras cearenses e palco nos \u00faltimos duzentos anos dos mais importantes acontecimentos do Cear\u00e1. Um Pal\u00e1cio que, de propriedade privada, passou a bem p\u00fablico e agora abriga os que trabalham com palavras e quimeras. A Academia Fortalezense de Letras, nascida neste s\u00e9culo, pelas m\u00e3os de Mathusa\u00edla Santiago e Jos\u00e9 Lu\u00eds Lira, e, por tal raz\u00e3o, compromissada com o futuro, mas ajustada na sua sedimenta\u00e7\u00e3o com a argamassa da hist\u00f3ria, a \u00e1gua do passado e at\u00e9 do limo que exsuda destas paredes de tijolos dobrados. Na solenidade eu perguntei, como se fora um padre, pastor ou rabino em uma cerim\u00f4nia de casamento: &#8211; Ubiratan, voc\u00ea exerce atividade liter\u00e1ria? &#8211; Voc\u00ea est\u00e1 interessado no bom funcionamento da institui\u00e7\u00e3o? &#8211; Voc\u00ea quer se unir a ela? Ele respondeu sim a cada pergunta. Mas o fez com a linguagem da alma.<br \/>\nDe minha parte, afirmei que voc\u00ea exerce atividade liter\u00e1ria e que seu hist\u00f3rico de vida n\u00e3o deixa d\u00favida quanto ao compromisso de zelar por nossa Academia. Por essa raz\u00e3o tomei a iniciativa de indicar seu nome, obtendo total acolhida dos nossos pares. Ubiratan Aguiar \u00e9 madeira de lei: um cedro menino transplantado para Fortaleza e daqui &#8212; onde suas ra\u00edzes foram fundeadas &#8212; esgalhou-se pelo Planalto Central, esse quase sert\u00e3o vermelho cujo ar rarefeito parece incidir, muitas vezes, na raz\u00e3o coletiva. Mas Ubiratan sempre teve um plano piloto pessoal que o conduziu pelos caminhos da dec\u00eancia. E o faz segundo uma cronologia simples, verdadeira e consistente.<br \/>\nO que dizer de um homem que, por m\u00e9ritos pessoais, consegue iniciar sua vida pol\u00edtica como vereador, al\u00e7a-se a condi\u00e7\u00e3o de deputado estadual, secret\u00e1rio de Estado e chega j\u00e1 na qualidade de Deputado Federal, a ser Constituinte, Presidente da Comiss\u00e3o de Educa\u00e7\u00e3o e, por duas vezes, \u00e9 eleito Primeiro Secret\u00e1rio da C\u00e2mara Federal?<br \/>\nA sua hist\u00f3ria pessoal j\u00e1 est\u00e1 inscrita nos anais da C\u00e2mara Municipal de Fortaleza, da Assembleia Legislativa do Cear\u00e1, da C\u00e2mara Federal e nos arquivos eletr\u00f4nicos e julgados do Tribunal de Contas da Uni\u00e3o. Queremo-lo &#8211; disse eu &#8211; Ubiratan, em outra nova luta coletiva: a de fazer este Pal\u00e1cio da Luz ainda mais esplendoroso em conte\u00fado, formas e cores. Garboso na sua restaura\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria e do seu entorno.<br \/>\nSaiba, por fim, que a d\u00favida que persiste na indaga\u00e7\u00e3o que sempre faz ao fim de seus versos n\u00e3o deixa de ser uma inquieta\u00e7\u00e3o po\u00e9tica. E quem escreve especialmente versos, estabelece uma rela\u00e7\u00e3o de car\u00e1ter dial\u00f3gico ao procurar fazer um acerto de contas com o seu eu profundo, medos, sonhos, hist\u00f3ria, signos, s\u00edmbolos e mitos. Se esse sentimento chega com a maturidade, que seja bem-vindo. <\/p>\n<p>Jo\u00e3o Soares Neto,<br \/>\nescritor<br \/>\nCR\u00d4NICA PUBLICADA NO JORNAL O ESTADO EM 14\/03\/2008.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-3393","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry"],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3393","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3393"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3393\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3393"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3393"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3393"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}