{"id":3426,"date":"2023-12-21T09:10:45","date_gmt":"2023-12-21T12:10:45","guid":{"rendered":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/2023\/12\/21\/violencia-e-seguranca-diario-do-nordeste\/"},"modified":"2023-12-21T09:10:45","modified_gmt":"2023-12-21T12:10:45","slug":"violencia-e-seguranca-diario-do-nordeste","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/2023\/12\/21\/violencia-e-seguranca-diario-do-nordeste\/","title":{"rendered":"VIOL\u00caNCIA E SEGURAN\u00c7A &#8211; Di\u00e1rio do Nordeste"},"content":{"rendered":"<p>Estamos estarrecidos com a incapacidade dos \u00f3rg\u00e3os policiais de coibir a\u00e7\u00f5es e atentados \u00e0 seguran\u00e7a das pessoas. Assistimos acuados e impotentes a crimes cada vez mais ousados. As cidades brasileiras est\u00e3o loteadas pela marginalidade. E \u00e9 pena se misturar marginalidade com pobreza. A pobreza \u00e9 uma situa\u00e7\u00e3o de risco, que n\u00e3o leva, necessariamente, \u00e0 marginalidade. O pr\u00f3prio Presidente da Rep\u00fablica \u00e9 exemplo disso. Filho de retirante, m\u00e3e abandonada pelo marido, muitos irm\u00e3os e deu certo. Trabalhou, tornou-se sindicalista e \u00e9 hoje quem \u00e9. Assim, n\u00e3o h\u00e1 como aceitar ou atenuar a\u00e7\u00f5es de marginais que se dizem pobres e se arvoram em \u201cdonos\u201d de \u00e1reas f\u00edsicas das cidades, fecham o com\u00e9rcio, roubam, matam, vendem drogas, sequestram e at\u00e9 s\u00e3o conhecidos da pol\u00edcia. S\u00e3o conhecidos, sim. \u201cEsse \u00e9 o territ\u00f3rio do fulano\u201d, \u201caquele \u00e9 de sicrano\u201d e por a\u00ed vai. Algumas televis\u00f5es, concession\u00e1rias do poder p\u00fablico, t\u00eam programa\u00e7\u00e3o de baixo n\u00edvel, entrevistando delinquentes, ouvindo pais descontrolados pela morte de filhos e ningu\u00e9m toma provid\u00eancia. \u201cN\u00e3o \u00e9 comigo\u201d, dizem uns. \u201cAcho \u00e9 pouco, dizem outros.\u201d Enquanto isso, pessoas e fam\u00edlias s\u00e3o submetidas a constrangimentos, humilha\u00e7\u00f5es e extors\u00f5es por assaltos em pr\u00e9dios, em engarrafamentos por \u201cflanelinhas\u201d, roubos de ve\u00edculos e sequestros. Os bandidos s\u00e3o articulados e citados por policiais que n\u00e3o os prendem. At\u00e9 quando se vai conviver com a inseguran\u00e7a a amedrontar e maltratar a coletividade? O pa\u00eds cresce, h\u00e1 empregos. Ind\u00fastria, com\u00e9rcio, servi\u00e7os e a constru\u00e7\u00e3o civil voltam a ocupar m\u00e3o-de-obra com pouca ou nenhuma escolaridade. Organiza\u00e7\u00f5es sociais, entidades e empresas trabalham, de verdade, em projetos de inclus\u00e3o social, mas, paralelo a isso, a marginalidade sobe e a pol\u00edcia n\u00e3o d\u00e1 cabo dos delitos. Ningu\u00e9m sabe o que se gasta no Brasil com seguran\u00e7a privada. Estimam em 10 bilh\u00f5es R$\/ano. Esses fatos mostram que a seguran\u00e7a p\u00fablica deve ser prioridade, al\u00e9m da verborr\u00e9ia. Na pr\u00e1tica e de fato. E, mais que toque de sirenes, \u00e9 preciso que a pol\u00edcia se ajuste ao novo modelo da sociedade brasileira que, de forma pac\u00edfica, paga tributos de primeiro mundo e recebe tratamento de terceiro. <\/p>\n<p>Jo\u00e3o Soares Neto,<br \/>\n escritor<br \/>\nCR\u00d4NICA PUBLICADA NO DI\u00c1RIO DO NORDESTE EM 06\/07\/2008.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estamos estarrecidos com a incapacidade dos \u00f3rg\u00e3os policiais de coibir a\u00e7\u00f5es e atentados \u00e0 seguran\u00e7a das pessoas. 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