{"id":3430,"date":"2023-12-21T09:10:46","date_gmt":"2023-12-21T12:10:46","guid":{"rendered":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/2023\/12\/21\/escritor-hoje-jornal-o-estado\/"},"modified":"2023-12-21T09:10:46","modified_gmt":"2023-12-21T12:10:46","slug":"escritor-hoje-jornal-o-estado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/2023\/12\/21\/escritor-hoje-jornal-o-estado\/","title":{"rendered":"ESCRITOR, HOJE &#8211; Jornal O Estado"},"content":{"rendered":"<p>Escrevo em jornal desde meninote, 1962. O primo Pedro Henrique Saraiva Le\u00e3o viajara e eu o substitu\u00ed em \u201cInformes Acad\u00eamicos\u201d, coluna di\u00e1ria do Correio do Cear\u00e1. Efetivei-me, em seguida. Depois, no mesmo jornal, passei a escrever \u2013diariamente- por anos sobre \u201cAdministra\u00e7\u00e3o e Neg\u00f3cios\u201d. Da\u00ed at\u00e9 hoje, mesmo tendo que lutar para construir uma vida profissional como administrador de empresa, nunca abandonei a escrita. E o fa\u00e7o com amor, pois \u00e9 preciso ir aprendendo a escrever, semear pensamentos, divulgar ideias, mostrar m\u00faltiplas vis\u00f5es de mundo, criticar, falar sobre livros\/pessoas e interagir com os leitores. N\u00e3o fico apenas no deleite da cr\u00f4nica, resvalo para artigos em que assumo posi\u00e7\u00f5es, cobro posturas e aponto sa\u00eddas para problemas concretos do povo e dos lugares. Hoje, na quase maturidade da vida, fico feliz em escrever, regular e semanalmente, para dois jornais impressos, neste O Estado e no Di\u00e1rio do Nordeste, aos domingos, e em dois renomados jornais eletr\u00f4nicos nacionais: Carta Maior e Amigos do Livro.<br \/>\nTudo isso foi relatado apenas para dizer que hoje, 25 de julho, \u00e9 o Dia do Escritor. E por conta deste dia festivo \u00e9 que homenageio alguns brasileiros que considero grandes escritores. O primeiro deles, Machado de Assis, o maior de todos, e nem precisa comentar. Em seguida, viriam os cearenses Jos\u00e9 de Alencar, pol\u00edtico e refer\u00eancia da ent\u00e3o emergente literatura brasileira, e Capistrano de Abreu. Este, apesar de ser um Historiador, escrevia cartas fabulosas. Fico, depois, com Monteiro Lobato, n\u00e3o s\u00f3 o escritor lembrado por \u201cSitio do Pica Pau Amarelo\u201d, para crian\u00e7as, mas o empres\u00e1rio destemido que at\u00e9 foi preso pela Ditadura de Vargas e o homem que se desnudou em \u201cA Barca de Gleyre.\u201d Daria para esquecer de Adolfo Caminha, mo\u00e7o que desafiou a sociedade burguesa de Fortaleza, brigou com a Marinha e assumiu um amor dito imposs\u00edvel? E o partinte Jos\u00e9 Alcides Pinto, santo e maldito, que escrevia bem para ele e por outros? Como n\u00e3o lembrar de Jorge Amado, com o seu erotismo \u00e0 flor da pele?; do jeito ga\u00facho e belo de \u00c9rico Ver\u00edssimo construir romances?; da absoluta irrever\u00eancia de Nelson Rodrigues?; e das dores e sentimentos de Clarice Lispector? E h\u00e1 tantos outros.<br \/>\nAqui no Cear\u00e1 atual, acima de quaisquer suspeitas, entre muitas escritoras, al\u00e9m, \u00e9 claro, de Rachel de Queiroz, cito: Nat\u00e9rcia Campos, \u00c2ngela Guti\u00e9rrez e a l\u00edmpida e profunda Ana Miranda que acaba de ser laureada com a Sereia de Ouro. Dos homens vivos, n\u00e3o falo. S\u00e3o amigos ciumentos e os n\u00e3o citados me esganariam na primeira vez que me encontrassem nas ruas do Ros\u00e1rio e Dom Joaquim. Para terminar, com um pouco de pseudo erudi\u00e7\u00e3o, cito Albert Camus, escritor argelino, que alguns pensam franc\u00eas: \u201cAqueles que escrevem de modo claro t\u00eam leitores; aqueles que escrevem de modo escuro t\u00eam comentaristas\u201d. Ou ainda, o americano Don Marquis, que dizia: \u201cSe quiserdes enriquecer escrevendo, escreve o tipo de livros lidos por pessoas que movem os l\u00e1bios quando leem para si mesmos\u201d. <\/p>\n<p>Jo\u00e3o Soares Neto,<br \/>\nescritor<br \/>\nCR\u00d4NICA PUBLICADA NO JORNAL O ESTADO EM 25\/07\/2008.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Escrevo em jornal desde meninote, 1962. O primo Pedro Henrique Saraiva Le\u00e3o viajara e eu o substitu\u00ed em \u201cInformes Acad\u00eamicos\u201d, coluna di\u00e1ria do Correio do Cear\u00e1. Efetivei-me, em seguida. Depois, no mesmo jornal, passei a escrever \u2013diariamente- por anos sobre \u201cAdministra\u00e7\u00e3o e Neg\u00f3cios\u201d. Da\u00ed at\u00e9 hoje, mesmo tendo que lutar para construir uma vida profissional como administrador de empresa, nunca abandonei a escrita. E o fa\u00e7o com amor, pois \u00e9 preciso ir aprendendo a escrever, semear pensamentos, divulgar ideias, mostrar m\u00faltiplas vis\u00f5es de mundo, criticar, falar sobre livros\/pessoas e interagir com os leitores. N\u00e3o fico apenas no deleite da cr\u00f4nica, resvalo para artigos em que assumo posi\u00e7\u00f5es, cobro posturas e aponto sa\u00eddas para problemas concretos do povo e dos lugares. Hoje, na quase maturidade da vida, fico feliz em escrever, regular e semanalmente, para dois jornais impressos, neste O Estado e no Di\u00e1rio do Nordeste, aos domingos, e em dois renomados jornais eletr\u00f4nicos nacionais: Carta Maior e Amigos do Livro.<br \/>\nTudo isso foi relatado apenas para dizer que hoje, 25 de julho, \u00e9 o Dia do Escritor. E por conta deste dia festivo \u00e9 que homenageio alguns brasileiros que considero grandes escritores. O primeiro deles, Machado de Assis, o maior de todos, e nem precisa comentar. Em seguida, viriam os cearenses Jos\u00e9 de Alencar, pol\u00edtico e refer\u00eancia da ent\u00e3o emergente literatura brasileira, e Capistrano de Abreu. Este, apesar de ser um Historiador, escrevia cartas fabulosas. Fico, depois, com Monteiro Lobato, n\u00e3o s\u00f3 o escritor lembrado por \u201cSitio do Pica Pau Amarelo\u201d, para crian\u00e7as, mas o empres\u00e1rio destemido que at\u00e9 foi preso pela Ditadura de Vargas e o homem que se desnudou em \u201cA Barca de Gleyre.\u201d Daria para esquecer de Adolfo Caminha, mo\u00e7o que desafiou a sociedade burguesa de Fortaleza, brigou com a Marinha e assumiu um amor dito imposs\u00edvel? E o partinte Jos\u00e9 Alcides Pinto, santo e maldito, que escrevia bem para ele e por outros? Como n\u00e3o lembrar de Jorge Amado, com o seu erotismo \u00e0 flor da pele?; do jeito ga\u00facho e belo de \u00c9rico Ver\u00edssimo construir romances?; da absoluta irrever\u00eancia de Nelson Rodrigues?; e das dores e sentimentos de Clarice Lispector? E h\u00e1 tantos outros.<br \/>\nAqui no Cear\u00e1 atual, acima de quaisquer suspeitas, entre muitas escritoras, al\u00e9m, \u00e9 claro, de Rachel de Queiroz, cito: Nat\u00e9rcia Campos, \u00c2ngela Guti\u00e9rrez e a l\u00edmpida e profunda Ana Miranda que acaba de ser laureada com a Sereia de Ouro. Dos homens vivos, n\u00e3o falo. S\u00e3o amigos ciumentos e os n\u00e3o citados me esganariam na primeira vez que me encontrassem nas ruas do Ros\u00e1rio e Dom Joaquim. Para terminar, com um pouco de pseudo erudi\u00e7\u00e3o, cito Albert Camus, escritor argelino, que alguns pensam franc\u00eas: \u201cAqueles que escrevem de modo claro t\u00eam leitores; aqueles que escrevem de modo escuro t\u00eam comentaristas\u201d. Ou ainda, o americano Don Marquis, que dizia: \u201cSe quiserdes enriquecer escrevendo, escreve o tipo de livros lidos por pessoas que movem os l\u00e1bios quando leem para si mesmos\u201d. <\/p>\n<p>Jo\u00e3o Soares Neto,<br \/>\nescritor<br \/>\nCR\u00d4NICA PUBLICADA NO JORNAL O ESTADO EM 25\/07\/2008.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-3430","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry"],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3430","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3430"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3430\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3430"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3430"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3430"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}