{"id":3446,"date":"2023-12-21T09:10:46","date_gmt":"2023-12-21T12:10:46","guid":{"rendered":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/2023\/12\/21\/edilmar-noroes-diario-do-nordeste\/"},"modified":"2023-12-21T09:10:46","modified_gmt":"2023-12-21T12:10:46","slug":"edilmar-noroes-diario-do-nordeste","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/2023\/12\/21\/edilmar-noroes-diario-do-nordeste\/","title":{"rendered":"EDILMAR NOR\u00d5ES &#8211; Di\u00e1rio do Nordeste"},"content":{"rendered":"<p>Faz muito tempo. Estava a estudar com Navarro Gondim, enquanto o r\u00e1dio da Lila, sua irm\u00e3, tocava alto. Ela ouvia um programa da R\u00e1dio Verdes Mares, \u201cMusifone\u201d (al\u00f4 Brotos, al\u00f4) comandado por Edilmar Nor\u00f5es, mo\u00e7o que viera da sua Barbalha e dava os primeiros passos em Fortaleza. Enquanto isso, no centro, os sinos da Igreja do Carmo anunciavam a missa dominical do Pe. Gaspar. Eu ficava no patamar e via as jovens Studart chegando. E, entre elas, Lucila, que talvez ouvisse o programa \u201cMusifone\u201d. Tempos depois, Lucila casa com Edilmar, j\u00e1 meu contempor\u00e2neo na Faculdade de Direito da UFC. Quem casa, quer casa e o destino nos reencontra na compra do seu primeiro apartamento. E a\u00ed \u00e9 preciso dizer que havia as tert\u00falias noturnas e dominicais do Clube Maguary, no final da Bar\u00e3o do Rio Branco.E form\u00e1vamos &#8211; Edilmar, Lucila, parentes e amigos &#8211; uma grande mesa, \u201ca mesa do espelho\u201d, pois, defronte a ela, havia um, resplandecente, a permitir vigil\u00e2ncia dos diretores e dar ilus\u00e3o aos casais dan\u00e7antes que, de soslaio, nele se miravam pensando ser Fred Astaire e Ginger Rogers. A mesa tinha salgadinhos, guaran\u00e1s, cervejas e os runs Merino ou Bacardi, as bebidas da moda. O tempo n\u00e3o para e o Edilmar passou a ser o cronista pol\u00edtico que ainda hoje o \u00e9 na mesma r\u00e1dio. E a\u00ed Edson Queiroz, chefe e amigo, funda este Di\u00e1rio do Nordeste e l\u00e1 vai, Edilmar- sem deixar a r\u00e1dio e de cuidar da TV Verdes- ser o Editor de Pol\u00edtica, a\u00ed na terceira p\u00e1gina, onde permanece at\u00e9 hoje. Com sabedoria, bons ouvidos e discri\u00e7\u00e3o, trafega em todas as rodas pol\u00edticas, pesando o que ouve e publica. E j\u00e1 nesse tempo, cada um na sua faina, faz\u00edamos parte de outro grupo heterog\u00eaneo que se reunia aos s\u00e1bados sob os olhares de Astrol\u00e1bio e Edson Queiroz. Depois, os abriguei e a sua ACERT por anos e, mesmo que hoje n\u00e3o convivamos no dia a dia, somos pr\u00f3ximos por fraternidade, aquela que n\u00e3o requer exposi\u00e7\u00e3o, mas atitude no momento certo. Essa hist\u00f3ria toda \u00e9 para dizer que Edilmar, profissional sem ja\u00e7a, marido exemplar, pai e av\u00f4 querido, \u00e9 objeto de estudos por acad\u00eamicos da Universidade de Fortaleza e eu procurei apenas deixar escrito o que a mem\u00f3ria e o cora\u00e7\u00e3o sabiam.<\/p>\n<p>Jo\u00e3o Soares Neto,<br \/>\nescritor<br \/>\nCR\u00d4NICA PUBLICADA NO DI\u00c1RIO DO NORDESTE EM 21\/09\/2008.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Faz muito tempo. Estava a estudar com Navarro Gondim, enquanto o r\u00e1dio da Lila, sua irm\u00e3, tocava alto. Ela ouvia um programa da R\u00e1dio Verdes Mares, \u201cMusifone\u201d (al\u00f4 Brotos, al\u00f4) comandado por Edilmar Nor\u00f5es, mo\u00e7o que viera da sua Barbalha e dava os primeiros passos em Fortaleza. Enquanto isso, no centro, os sinos da Igreja do Carmo anunciavam a missa dominical do Pe. Gaspar. Eu ficava no patamar e via as jovens Studart chegando. E, entre elas, Lucila, que talvez ouvisse o programa \u201cMusifone\u201d. Tempos depois, Lucila casa com Edilmar, j\u00e1 meu contempor\u00e2neo na Faculdade de Direito da UFC. Quem casa, quer casa e o destino nos reencontra na compra do seu primeiro apartamento. E a\u00ed \u00e9 preciso dizer que havia as tert\u00falias noturnas e dominicais do Clube Maguary, no final da Bar\u00e3o do Rio Branco.E form\u00e1vamos &#8211; Edilmar, Lucila, parentes e amigos &#8211; uma grande mesa, \u201ca mesa do espelho\u201d, pois, defronte a ela, havia um, resplandecente, a permitir vigil\u00e2ncia dos diretores e dar ilus\u00e3o aos casais dan\u00e7antes que, de soslaio, nele se miravam pensando ser Fred Astaire e Ginger Rogers. A mesa tinha salgadinhos, guaran\u00e1s, cervejas e os runs Merino ou Bacardi, as bebidas da moda. O tempo n\u00e3o para e o Edilmar passou a ser o cronista pol\u00edtico que ainda hoje o \u00e9 na mesma r\u00e1dio. E a\u00ed Edson Queiroz, chefe e amigo, funda este Di\u00e1rio do Nordeste e l\u00e1 vai, Edilmar- sem deixar a r\u00e1dio e de cuidar da TV Verdes- ser o Editor de Pol\u00edtica, a\u00ed na terceira p\u00e1gina, onde permanece at\u00e9 hoje. Com sabedoria, bons ouvidos e discri\u00e7\u00e3o, trafega em todas as rodas pol\u00edticas, pesando o que ouve e publica. E j\u00e1 nesse tempo, cada um na sua faina, faz\u00edamos parte de outro grupo heterog\u00eaneo que se reunia aos s\u00e1bados sob os olhares de Astrol\u00e1bio e Edson Queiroz. Depois, os abriguei e a sua ACERT por anos e, mesmo que hoje n\u00e3o convivamos no dia a dia, somos pr\u00f3ximos por fraternidade, aquela que n\u00e3o requer exposi\u00e7\u00e3o, mas atitude no momento certo. 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