{"id":3505,"date":"2023-12-21T09:10:47","date_gmt":"2023-12-21T12:10:47","guid":{"rendered":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/2023\/12\/21\/novo-livro-diario-do-nordeste\/"},"modified":"2023-12-21T09:10:47","modified_gmt":"2023-12-21T12:10:47","slug":"novo-livro-diario-do-nordeste","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/2023\/12\/21\/novo-livro-diario-do-nordeste\/","title":{"rendered":"NOVO LIVRO? &#8211; Di\u00e1rio do Nordeste"},"content":{"rendered":"<p>Sei que tenho uns poucos leitores ass\u00edduos de meus escritos semanais. Sei que tenho amigos puristas que os chamam de artigos, sei que tem gente escondida que l\u00ea, gosta, mas n\u00e3o diz que gostou. Sei tamb\u00e9m que h\u00e1 gente que n\u00e3o gosta e finge adorar. \u00c9 assim mesmo, n\u00e3o d\u00e1 para ser agrad\u00e1vel ou desagrad\u00e1vel o tempo todo. \u00c9-se. E em sendo eu mesmo, escrevo sobre tantas coisas, n\u00e3o porque falte assunto. O que me falta \u00e9 mais espa\u00e7o para dizer. Tenho \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o semanal 2.100 caracteres, cerca de 400 palavras, o jeito que penso e escrevo para tentar levar os olhos do leitor da primeira at\u00e9 \u00e0 palavra final. \u00c9 claro que h\u00e1 temas que n\u00e3o interessam ao Z\u00e9 ou \u00e0 Maria naquele instante da leitura, mas escrevo sobre coisas t\u00e3o diferentes que acabo achando ledores que se identifiquem.<br \/>\nFalo da minha terra, meu pa\u00eds, viagens, fam\u00edlia, solid\u00e3o e encontro, \u2018puxavante\u2019 de orelha em amigos, refiro-me a livros que li e gostei ou n\u00e3o, meu Clube do Bode, filmes que vejo na telona, a viol\u00eancia que nos oprime, do contentamento ao olhar um neto que surge. Reclamo de gente desonesta com pinta de s\u00e9ria, l\u00edderes de nada, declaro torcer pelo Fortaleza e ver \u00e1rbitros garfando-o, amores e dores, fatos passados, acolho o inesperado. Falo de gente, n\u00e3o de enfatuados, fingidores e presumidos, mas gente, n\u00e3o puxo saco, cobro atitudes, mas sei do ef\u00eamero do escrito em jornal.<br \/>\nPor estas e por outras \u00e9 que amigos t\u00eam me pedido para reunir cr\u00f4nicas e montar mais um livro, tematizado e contextualizado. Qualquer dia me rendo, separando as quase seiscentas cr\u00f4nicas que consegui salvar entre tantas perdidas e edit\u00e1-las. A quem entregar a tarefa? Gosto do Geraldo Jesu\u00edno e do Luiz Falc\u00e3o, mas como uni-los? Quem sabe pe\u00e7a ao Natal\u00edcio Barroso, talvez ao Josino Lobo, quem sabe \u00e0 S\u00edlvia Magalh\u00e3es ou \u00e0 Rejane Costa Barros para fazerem uma leitura pr\u00e9via e aproveitar as cr\u00f4nicas pass\u00e1veis e poss\u00edveis. Eu, particularmente, n\u00e3o ouso, pois elas s\u00e3o filhas nascidas do meu jeito de ser e a autoestima &#8211; palavra moderna para o narcisismo &#8211; impede que se rejeitem filhas queridas.<\/p>\n<p>Jo\u00e3o Soares Neto,<br \/>\ncronista<br \/>\nCR\u00d4NICA PUBLICADA NO DI\u00c1RIO DO NORDESTE EM 03\/06\/2007.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sei que tenho uns poucos leitores ass\u00edduos de meus escritos semanais. Sei que tenho amigos puristas que os chamam de artigos, sei que tem gente escondida que l\u00ea, gosta, mas n\u00e3o diz que gostou. Sei tamb\u00e9m que h\u00e1 gente que n\u00e3o gosta e finge adorar. \u00c9 assim mesmo, n\u00e3o d\u00e1 para ser agrad\u00e1vel ou desagrad\u00e1vel o tempo todo. \u00c9-se. E em sendo eu mesmo, escrevo sobre tantas coisas, n\u00e3o porque falte assunto. O que me falta \u00e9 mais espa\u00e7o para dizer. Tenho \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o semanal 2.100 caracteres, cerca de 400 palavras, o jeito que penso e escrevo para tentar levar os olhos do leitor da primeira at\u00e9 \u00e0 palavra final. \u00c9 claro que h\u00e1 temas que n\u00e3o interessam ao Z\u00e9 ou \u00e0 Maria naquele instante da leitura, mas escrevo sobre coisas t\u00e3o diferentes que acabo achando ledores que se identifiquem.<br \/>\nFalo da minha terra, meu pa\u00eds, viagens, fam\u00edlia, solid\u00e3o e encontro, \u2018puxavante\u2019 de orelha em amigos, refiro-me a livros que li e gostei ou n\u00e3o, meu Clube do Bode, filmes que vejo na telona, a viol\u00eancia que nos oprime, do contentamento ao olhar um neto que surge. Reclamo de gente desonesta com pinta de s\u00e9ria, l\u00edderes de nada, declaro torcer pelo Fortaleza e ver \u00e1rbitros garfando-o, amores e dores, fatos passados, acolho o inesperado. Falo de gente, n\u00e3o de enfatuados, fingidores e presumidos, mas gente, n\u00e3o puxo saco, cobro atitudes, mas sei do ef\u00eamero do escrito em jornal.<br \/>\nPor estas e por outras \u00e9 que amigos t\u00eam me pedido para reunir cr\u00f4nicas e montar mais um livro, tematizado e contextualizado. Qualquer dia me rendo, separando as quase seiscentas cr\u00f4nicas que consegui salvar entre tantas perdidas e edit\u00e1-las. A quem entregar a tarefa? Gosto do Geraldo Jesu\u00edno e do Luiz Falc\u00e3o, mas como uni-los? Quem sabe pe\u00e7a ao Natal\u00edcio Barroso, talvez ao Josino Lobo, quem sabe \u00e0 S\u00edlvia Magalh\u00e3es ou \u00e0 Rejane Costa Barros para fazerem uma leitura pr\u00e9via e aproveitar as cr\u00f4nicas pass\u00e1veis e poss\u00edveis. 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