{"id":3553,"date":"2023-12-21T09:10:48","date_gmt":"2023-12-21T12:10:48","guid":{"rendered":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/2023\/12\/21\/quem-somos-diario-do-nordeste\/"},"modified":"2023-12-21T09:10:48","modified_gmt":"2023-12-21T12:10:48","slug":"quem-somos-diario-do-nordeste","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/2023\/12\/21\/quem-somos-diario-do-nordeste\/","title":{"rendered":"QUEM SOMOS? &#8211; Di\u00e1rio do Nordeste"},"content":{"rendered":"<p>N\u00f3s somos seres complexos. Somos o que somos, o que temos e o que parecemos ser. O olhar do outro julga r\u00e1pido, sem piedade. Mas quem somos n\u00f3s? O ser que responde por nossos registros espaciais, ra\u00e7a, origem, categoria social e forma a base da educa\u00e7\u00e3o, seja a familiar ou a forjada na vida por professores, trabalhos e colegas? Ou ser\u00e1 o que temos? Sejam bens materiais ou as bagagens profissional, cultural, intelectual ou cient\u00edfica desenvolvidas, a partir dos nossos valores b\u00e1sicos? O ter \u00e9 o que voc\u00ea n\u00e3o tinha e acredita possuir, como se seu fosse.<br \/>\nO problema \u00e9 que, entre o ser e o ter, existe o parecer. Pessoas querem parecer o que n\u00e3o s\u00e3o e viver at\u00e9 com o que n\u00e3o t\u00eam. \u00c9 o mundo da apar\u00eancia, em que camisa ou vestido, por exemplo, s\u00e3o aceitos n\u00e3o por sua qualidade ou beleza, mas por ostentar marca de significa\u00e7\u00e3o para a imagem de quem a usa. Um rel\u00f3gio deveria servir apenas para marcar horas, mas pode definir a posi\u00e7\u00e3o social de quem ostenta um famoso. Falo em objetos para n\u00e3o trafegar na senda perigosa da ess\u00eancia, pois a\u00ed o terreno \u00e9 inst\u00e1vel. E h\u00e1 os que usam c\u00f3pias ou coisas falsas imaginando que possam parecer verdadeiras para os outros. Ora, o que isso vale, se quem usa sabe que \u00e9 imita\u00e7\u00e3o?<br \/>\nA sociedade cobra os tr\u00eas. O ser, o ter e o parecer. O parecer \u00e9 o reflexo, a imagem que os outros t\u00eam de n\u00f3s, a partir de ju\u00edzo de valor falso ou verdadeiro. \u00c9 ainda aquilo que se acredita poder ser fabricado com \u201cmarketing pessoal\u201d. O sair de casa, para ver ou ser visto. Alguns acreditam ser o que os outros pensam ou dizem deles. Esses, certamente, ficam \u00e0 cata do que se chama de valida\u00e7\u00e3o ou acreditar no que o outro diz. N\u00e3o pesa, para o validado, a refer\u00eancia pr\u00f3pria, o que a sua ess\u00eancia profunda diz, mas o soprado ou gritado em seu ouvido ou o escrito a seu respeito.<br \/>\nEsse questionamento entre o ser, o ter e o parecer passa pela maior ou menor capacidade de cada um se auto avaliar, a partir da pr\u00f3pria consci\u00eancia ou raz\u00e3o. Como dizem que S\u00f3crates dizia: \u201cEstou apenas observando quanta coisa existe de que n\u00e3o preciso para ser feliz&#8221;.<\/p>\n<p>Jo\u00e3o Soares Neto,<br \/>\nescritor<br \/>\nCR\u00d4NICA PUBLICADA NO DI\u00c1RIO DO NORDESTE EM 11\/11\/2007.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00f3s somos seres complexos. Somos o que somos, o que temos e o que parecemos ser. O olhar do outro julga r\u00e1pido, sem piedade. Mas quem somos n\u00f3s? O ser que responde por nossos registros espaciais, ra\u00e7a, origem, categoria social e forma a base da educa\u00e7\u00e3o, seja a familiar ou a forjada na vida por professores, trabalhos e colegas? Ou ser\u00e1 o que temos? Sejam bens materiais ou as bagagens profissional, cultural, intelectual ou cient\u00edfica desenvolvidas, a partir dos nossos valores b\u00e1sicos? O ter \u00e9 o que voc\u00ea n\u00e3o tinha e acredita possuir, como se seu fosse.<br \/>\nO problema \u00e9 que, entre o ser e o ter, existe o parecer. Pessoas querem parecer o que n\u00e3o s\u00e3o e viver at\u00e9 com o que n\u00e3o t\u00eam. \u00c9 o mundo da apar\u00eancia, em que camisa ou vestido, por exemplo, s\u00e3o aceitos n\u00e3o por sua qualidade ou beleza, mas por ostentar marca de significa\u00e7\u00e3o para a imagem de quem a usa. Um rel\u00f3gio deveria servir apenas para marcar horas, mas pode definir a posi\u00e7\u00e3o social de quem ostenta um famoso. Falo em objetos para n\u00e3o trafegar na senda perigosa da ess\u00eancia, pois a\u00ed o terreno \u00e9 inst\u00e1vel. E h\u00e1 os que usam c\u00f3pias ou coisas falsas imaginando que possam parecer verdadeiras para os outros. Ora, o que isso vale, se quem usa sabe que \u00e9 imita\u00e7\u00e3o?<br \/>\nA sociedade cobra os tr\u00eas. O ser, o ter e o parecer. O parecer \u00e9 o reflexo, a imagem que os outros t\u00eam de n\u00f3s, a partir de ju\u00edzo de valor falso ou verdadeiro. \u00c9 ainda aquilo que se acredita poder ser fabricado com \u201cmarketing pessoal\u201d. O sair de casa, para ver ou ser visto. Alguns acreditam ser o que os outros pensam ou dizem deles. Esses, certamente, ficam \u00e0 cata do que se chama de valida\u00e7\u00e3o ou acreditar no que o outro diz. N\u00e3o pesa, para o validado, a refer\u00eancia pr\u00f3pria, o que a sua ess\u00eancia profunda diz, mas o soprado ou gritado em seu ouvido ou o escrito a seu respeito.<br \/>\nEsse questionamento entre o ser, o ter e o parecer passa pela maior ou menor capacidade de cada um se auto avaliar, a partir da pr\u00f3pria consci\u00eancia ou raz\u00e3o. Como dizem que S\u00f3crates dizia: \u201cEstou apenas observando quanta coisa existe de que n\u00e3o preciso para ser feliz&#8221;.<\/p>\n<p>Jo\u00e3o Soares Neto,<br \/>\nescritor<br \/>\nCR\u00d4NICA PUBLICADA NO DI\u00c1RIO DO NORDESTE EM 11\/11\/2007.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-3553","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry"],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3553","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3553"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3553\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3553"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3553"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3553"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}