{"id":3565,"date":"2023-12-21T09:10:48","date_gmt":"2023-12-21T12:10:48","guid":{"rendered":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/2023\/12\/21\/os-insucessos-de-cada-um\/"},"modified":"2023-12-21T09:10:48","modified_gmt":"2023-12-21T12:10:48","slug":"os-insucessos-de-cada-um","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/2023\/12\/21\/os-insucessos-de-cada-um\/","title":{"rendered":"OS INSUCESSOS DE CADA UM"},"content":{"rendered":"<p>Tem gente que na primeira ou segunda paulada na moleira passa a reclamar da vida, das injusti\u00e7as que recebe, da falta de sorte, de desamparo e coisa e tal. Acredita que \u00e9 o \u00faltimo dos mortais, esquecido por Deus (quando imagina ter f\u00e9), fam\u00edlia, amigos e que h\u00e1 uma trama contra ele. Mergulha em um alheamento e, n\u00e3o raro, fica deprimido, sorumb\u00e1tico e macamb\u00fazio. Esquece que as moleiras s\u00e3o fechadas na inf\u00e2ncia e ser humano \u00e9 bicho de cabe\u00e7a dura.<br \/>\nN\u00e3o importa quantos anos tenhamos. N\u00e3o importa que nos digam que \u00e9 assim mesmo. N\u00e3o importa que a gente saiba que poderia ter tido um pouco mais de cuidado, aten\u00e7\u00e3o, tenacidade, simplicidade e lutado mais. Na hora do insucesso n\u00e3o h\u00e1 consolo. \u00c9 quase o fim do mundo. Quase. \u00c9 preciso que se assimile o insucesso e isso leva um tempo. O tempo \u00e9 relativo, n\u00e3o \u00e9 absoluto. E cada um tem o seu pr\u00f3prio tempo.<br \/>\nOs insucessos, se bem assimilados, mastigados, digeridos, podem ser uma grande fonte de aprendizado. Eles podem nos tornar mais l\u00facidos, atentos e vigilantes com os nossos sonhos e realidades. Nada de se associar aos que consideram um insucesso o tal do fim do mundo. Ele n\u00e3o o \u00e9. Ele \u00e9 did\u00e1tico, s\u00e1bio e se presta para que descubramos a que viemos, as companhias que escolhemos, como estamos tra\u00e7ando os nossos caminhos, e se h\u00e1 jeito de mud\u00e1-los. Sempre h\u00e1.<br \/>\nEles podem ter o cond\u00e3o de nos tornar mais humildes, menos vaidosos e mais comuns. Gente. Os insucessos s\u00e3o feitos para mostrar que a vida povoa desencontros, topadas, tempo jogado fora com bobagens, a crueza dos espelhos que teimam em nos mandar recados e n\u00e3o escutamos. Enfim, o insucesso pode at\u00e9 ser uma conquista, se dele tirarmos li\u00e7\u00f5es, n\u00e3o estas bobas e \u00f3bvias que est\u00e3o aqui listadas, mas as resgatadas da purga\u00e7\u00e3o das dores, da nossa hist\u00f3ria de vida, seja ela breve ou longa.<br \/>\nTem tamb\u00e9m aquela historinha manjada do cara que estava perdido numa ilha e conseguiu com muito esfor\u00e7o fazer uma choupana. A choupana pegou fogo. Ele reclamou de Deus e se considerou derrotado. Um navio viu a fuma\u00e7a do fogo e o salvou. Pois \u00e9.<br \/>\nInsucessos podem tamb\u00e9m servir para mostrar que nunca estamos s\u00f3s. H\u00e1 amigos, sim. Mesmo que poucos ou que n\u00e3o nos fa\u00e7am festas, n\u00e3o endossem os nossos erros e critiquem atitudes. Amigo \u00e9 bicho esquisito, t\u00e3o esquisito quanto n\u00f3s.<\/p>\n<p>Jo\u00e3o Soares Neto,<br \/>\ncronista<br \/>\nCR\u00d4NICA PUBLICADA NO DI\u00c1RIO DO NORDESTE EM 15\/01\/2006.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tem gente que na primeira ou segunda paulada na moleira passa a reclamar da vida, das injusti\u00e7as que recebe, da falta de sorte, de desamparo e coisa e tal. Acredita que \u00e9 o \u00faltimo dos mortais, esquecido por Deus (quando imagina ter f\u00e9), fam\u00edlia, amigos e que h\u00e1 uma trama contra ele. Mergulha em um alheamento e, n\u00e3o raro, fica deprimido, sorumb\u00e1tico e macamb\u00fazio. Esquece que as moleiras s\u00e3o fechadas na inf\u00e2ncia e ser humano \u00e9 bicho de cabe\u00e7a dura.<br \/>\nN\u00e3o importa quantos anos tenhamos. N\u00e3o importa que nos digam que \u00e9 assim mesmo. N\u00e3o importa que a gente saiba que poderia ter tido um pouco mais de cuidado, aten\u00e7\u00e3o, tenacidade, simplicidade e lutado mais. Na hora do insucesso n\u00e3o h\u00e1 consolo. \u00c9 quase o fim do mundo. Quase. \u00c9 preciso que se assimile o insucesso e isso leva um tempo. O tempo \u00e9 relativo, n\u00e3o \u00e9 absoluto. E cada um tem o seu pr\u00f3prio tempo.<br \/>\nOs insucessos, se bem assimilados, mastigados, digeridos, podem ser uma grande fonte de aprendizado. Eles podem nos tornar mais l\u00facidos, atentos e vigilantes com os nossos sonhos e realidades. Nada de se associar aos que consideram um insucesso o tal do fim do mundo. Ele n\u00e3o o \u00e9. Ele \u00e9 did\u00e1tico, s\u00e1bio e se presta para que descubramos a que viemos, as companhias que escolhemos, como estamos tra\u00e7ando os nossos caminhos, e se h\u00e1 jeito de mud\u00e1-los. Sempre h\u00e1.<br \/>\nEles podem ter o cond\u00e3o de nos tornar mais humildes, menos vaidosos e mais comuns. Gente. Os insucessos s\u00e3o feitos para mostrar que a vida povoa desencontros, topadas, tempo jogado fora com bobagens, a crueza dos espelhos que teimam em nos mandar recados e n\u00e3o escutamos. Enfim, o insucesso pode at\u00e9 ser uma conquista, se dele tirarmos li\u00e7\u00f5es, n\u00e3o estas bobas e \u00f3bvias que est\u00e3o aqui listadas, mas as resgatadas da purga\u00e7\u00e3o das dores, da nossa hist\u00f3ria de vida, seja ela breve ou longa.<br \/>\nTem tamb\u00e9m aquela historinha manjada do cara que estava perdido numa ilha e conseguiu com muito esfor\u00e7o fazer uma choupana. A choupana pegou fogo. Ele reclamou de Deus e se considerou derrotado. Um navio viu a fuma\u00e7a do fogo e o salvou. Pois \u00e9.<br \/>\nInsucessos podem tamb\u00e9m servir para mostrar que nunca estamos s\u00f3s. H\u00e1 amigos, sim. Mesmo que poucos ou que n\u00e3o nos fa\u00e7am festas, n\u00e3o endossem os nossos erros e critiquem atitudes. Amigo \u00e9 bicho esquisito, t\u00e3o esquisito quanto n\u00f3s.<\/p>\n<p>Jo\u00e3o Soares Neto,<br \/>\ncronista<br \/>\nCR\u00d4NICA PUBLICADA NO DI\u00c1RIO DO NORDESTE EM 15\/01\/2006.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-3565","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry"],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3565","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3565"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3565\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3565"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3565"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3565"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}