{"id":3636,"date":"2023-12-21T09:10:50","date_gmt":"2023-12-21T12:10:50","guid":{"rendered":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/2023\/12\/21\/mexico-tao-diferente-e-tao-igual\/"},"modified":"2023-12-21T09:10:50","modified_gmt":"2023-12-21T12:10:50","slug":"mexico-tao-diferente-e-tao-igual","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/2023\/12\/21\/mexico-tao-diferente-e-tao-igual\/","title":{"rendered":"M\u00c9XICO, T\u00c3O DIFERENTE E T\u00c3O IGUAL"},"content":{"rendered":"<p>O M\u00e9xico tem, entre tantas coisas, terremotos, pir\u00e2mides e uma rica tradi\u00e7\u00e3o pr\u00e9-colombiana. O Brasil n\u00e3o tem nada disso. Se voc\u00ea for fazer um estudo comparativo entre a geografia e as culturas mexicana e brasileira n\u00e3o vai encontrar muita semelhan\u00e7a. Se for comparar o bi\u00f3tipo do mexicano com o do brasileiro n\u00e3o identificar\u00e1 muitos tra\u00e7os de uma ra\u00e7a comum. Apesar disso, na ess\u00eancia, somos muito parecidos, embora n\u00e3o usemos \u201csombreros\u201d, n\u00e3o comamos muita pimenta, tampouco falemos espanhol e n\u00e3o tenhamos nada da tradi\u00e7\u00e3o azteca. Isso \u00e9 o estere\u00f3tipo ou vis\u00e3o aligeirada do povo mexicano que poucos brasileiros conhecem. O M\u00e9xico e o mexicano s\u00e3o muito, muito mais que isso.<br \/>\nO que nos une, de uma forma clara e inquestion\u00e1vel, \u00e9 o que se convencionou chamar de \u201clatinidad\u201d. Essa latinidade \u00e9 esse nosso jeito n\u00e3o anglo-sax\u00e3o, n\u00e3o germ\u00e2nico, n\u00e3o helv\u00e9tico ou escandinavo de ver e procurar entender o mundo e as pessoas. Um mexicano e um brasileiro, ap\u00f3s pouca conversa, t\u00eam hist\u00f3rias e sentimentos em comum. Com outros povos n\u00e3o latinos n\u00e3o h\u00e1 essa identidade, por mais que se tente. N\u00e3o falo da identidade latina estereotipada e propalada em filmes feitos por n\u00f3s mesmos, que s\u00f3 retratam o que temos de mais atrasado como O Beco dos Milagres, M\u00e9xico, 1994, Guantanamera, cubano, 1995, e o nosso Central do Brasil, 1997, que teimam em real\u00e7ar as est\u00e9ticas das nossas desgra\u00e7as e mazelas. N\u00e3o \u00e9 quest\u00e3o de colocar a nossa vida real embaixo do tapete, mas ser\u00e1 que s\u00f3 temos mis\u00e9rias e trag\u00e9dias para contar e mostrar?<br \/>\nA latinidade a que me refiro n\u00e3o \u00e9 essa vis\u00e3o cruel, embora real, mas a certeza de que temos sa\u00edda e estamos em meio a um processo novo de imensa transforma\u00e7\u00e3o em que todos os povos s\u00e3o obrigados a interagir e colaborar. Pois foi essa identidade ou latinidade atual que me fez, pouco a pouco, ir gostando do M\u00e9xico e dos mexicanos, sem que isso me fosse imposto ou houvesse qualquer ideia preconcebida. No ano 2000, o Embaixador mexicano no Brasil, Jorge Eduardo Navarette, veio a Fortaleza dar uma palestra. Eu estava l\u00e1. Ap\u00f3s a palestra, batemos um papo acidental e essa conversa foi puxando outra e mais outra. Depois de algum tempo, me vi C\u00f4nsul Honor\u00e1rio do M\u00e9xico no Cear\u00e1. S\u00f3 ent\u00e3o o Embaixador Navarette me contou que essa escolha teve que ser aprovada at\u00e9 no Senado mexicano. Levei um susto e tomei posse em meio a uma festa com comidas t\u00edpicas, requintada exposi\u00e7\u00e3o sobre a arte e a cultura mexicanas e um recital de m\u00fasica erudita. Mas isso \u00e9 outra hist\u00f3ria.<br \/>\nPouco a pouco, fui conhecendo mexicanos de todas as classes sociais: estudantes, professores, profissionais liberais, diplomatas, religiosos, intelectuais, artistas e a cada dia via-me impressionado com a cultura n\u00e3o ostentant\u00f3ria de cada um. N\u00e3o era cultura de fachada. Era gente de modo simples que falava duas, tr\u00eas ou quatro l\u00ednguas, entendia de arte, m\u00fasica, literatura, cinema, gastronomia e sabia se situar no mundo como cidad\u00e3os de excelente n\u00edvel. Conto um epis\u00f3dio de solidariedade espont\u00e2nea: acompanhei quando um jovem cearense que l\u00e1 estudava teve um grave acidente e foi prontamente acolhido e cuidado com carinho e aten\u00e7\u00e3o. O M\u00e9xico \u00e9 assim.<br \/>\nPosso citar alguns exemplos de pessoas que fui conhecendo: a Ministra Alejandra Garcia; a embaixadora Cec\u00edlia Soto, que sucedeu a Jorge Navarette; e o ent\u00e3o chanceler Jorge Casta\u00f1eda. Depois, conheci o violoncelista Carlos Prieto; o C\u00f4nsul-Geral Jorge S\u00e1nchez, o Presidente Vicente Fox e o Secret\u00e1rio-Adido Cultural Felipe Ehrenberg, al\u00e9m de outros.<br \/>\nQualquer pessoa das citadas poderia ser objeto de uma cr\u00f4nica. O Embaixador Jorge Navarette e a Ministra Alejandra Garcia s\u00e3o diplomatas de carreira, viajados, amantes da gastronomia, m\u00fasica cl\u00e1ssica e conhecedores da cultura mexicana. Cec\u00edlia Soto, atual embaixadora no Brasil, \u00e9 jornalista consagrada, ex-candidata a Presidente da Rep\u00fablica, agu\u00e7ado gosto liter\u00e1rio, al\u00e9m de ser uma mulher cativante, sagaz e leve. O violoncelista Carlos Prieto \u00e9 possuidor de um dos mais raros violoncelos Stradivarius do mundo, concertista internacional dos mais requisitados nas grandes salas europ\u00e9ias e americanas e nos honrou com um concerto no Audit\u00f3rio da Unifor. Jorge Casta\u00f1eda \u00e9 um social-democrata moderno, professor universit\u00e1rio nos Estados Unidos e profundo conhecedor de pol\u00edtica internacional. Jorge Sa\u00f1chez, C\u00f4nsul-Geral no Rio de Janeiro, \u00e9 um inveterado cineasta e um ex\u00edmio contador de hist\u00f3rias. O Presidente Vicente Fox \u00e9 um pragm\u00e1tico homem de empresa, forte e decidido, conhecedor de todos os meandros das Am\u00e9ricas e que conseguiu se eleger derrubando uma oligarquia pol\u00edtica de mais de 70 anos.<br \/>\nCom todo esse time de figuras not\u00e1veis, deixei para falar por \u00faltimo de Felipe Ehrenberg. Por qual raz\u00e3o? Primeiro, \u00e9 preciso dizer quem \u00e9 Felipe. Felipe n\u00e3o \u00e9 diplomata de carreira. Foi convidado, por sua hist\u00f3ria profissional, a ser Adido Cultural no Brasil pelo Presidente Fox e j\u00e1 decidiu que vai morar o resto de sua vida por aqui. \u00c9 um artista pl\u00e1stico provado e aprovado n\u00e3o s\u00f3 no M\u00e9xico, como em muitos pa\u00edses. Sessent\u00e3o, fartos bigodes, fala grave e uma m\u00e3o tatuada, vai mostrando em sua conversa descontra\u00edda a profunda e vers\u00e1til cultura que possui. Depois, porque Felipe teve uma imediata identifica\u00e7\u00e3o com o Cear\u00e1, a ponto de termos, ele e eu, redigido a Carta de Fortaleza, documento s\u00edntese das decis\u00f5es de f\u00f3rum internacional reunindo embaixadores, c\u00f4nsules e adidos culturais de 27 pa\u00edses, realizado aqui no Centro Drag\u00e3o do Mar pelo Governo do Estado do Cear\u00e1, e ter provocado a escolha de Fortaleza como cidade estrangeira convidada para a Feira Internacional do Livro na Cidade do M\u00e9xico, em outubro de 2004.<br \/>\n\u00c9 bem verdade que o munic\u00edpio de Fortaleza n\u00e3o se fez e se fez presente. Explico: a Secretaria da Cultura do Cear\u00e1 pegou o pi\u00e3o na unha e vez \u00e0s vezes de Fortaleza, levando uma comitiva ao M\u00e9xico que tinha de tudo, desde o sanfoneiro Waldonys e sua banda, a escritores, pintor, cordelista, editor, jornalista, montador de estante e pessoal de apoio. Pois esse Felipe, depois de estabelecer contatos com Jos\u00e9 Angel Leyva, Secret\u00e1rio de Cultura do Governo da Cidade do M\u00e9xico, M\u00e1rio Guti\u00e9rrez, do projeto Arte por toda a parte, e o Secret\u00e1rio de Cultura de Guadalajara, Santiago Baeza, os fez conhecer Fortaleza- por ocasi\u00e3o da \u00faltima Bienal do Livro &#8211; para ganhar apoio e refor\u00e7ar a nossa escolha como cidade convidada. No final, deu tudo certo.<br \/>\nL\u00e1 no M\u00e9xico, Felipe s\u00f3 manteve contato conosco na abertura solene da Feira, quando a Secretaria da Cultura Cl\u00e1udia Leit\u00e3o falou em nome de Fortaleza. Depois, Felipe desapareceu e nos deixou livres e soltos em pleno outono mexicano em meio a tendas brancas no Z\u00f3calo, no centro da cidade, cercados de gente, livros e artes por todos os lados, mas com o apoio integral do Governo da Cidade do M\u00e9xico e a plena assist\u00eancia de Jos\u00e9 Angel Leyva e M\u00e1rio Guti\u00e9rrez, devidamente acolitados por Karla Flores. Felipe \u00e9 assim. O M\u00e9xico \u00e9 assim.<\/p>\n<p>Jo\u00e3o Soares Neto,<br \/>\nEscritor<br \/>\nCR\u00d4NICA PUBLICADA NO DI\u00c1RIO DO NORDESTE EM 09\/01\/2005.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O M\u00e9xico tem, entre tantas coisas, terremotos, pir\u00e2mides e uma rica tradi\u00e7\u00e3o pr\u00e9-colombiana. O Brasil n\u00e3o tem nada disso. Se voc\u00ea for fazer um estudo comparativo entre a geografia e as culturas mexicana e brasileira n\u00e3o vai encontrar muita semelhan\u00e7a. Se for comparar o bi\u00f3tipo do mexicano com o do brasileiro n\u00e3o identificar\u00e1 muitos tra\u00e7os de uma ra\u00e7a comum. Apesar disso, na ess\u00eancia, somos muito parecidos, embora n\u00e3o usemos \u201csombreros\u201d, n\u00e3o comamos muita pimenta, tampouco falemos espanhol e n\u00e3o tenhamos nada da tradi\u00e7\u00e3o azteca. Isso \u00e9 o estere\u00f3tipo ou vis\u00e3o aligeirada do povo mexicano que poucos brasileiros conhecem. O M\u00e9xico e o mexicano s\u00e3o muito, muito mais que isso.<br \/>\nO que nos une, de uma forma clara e inquestion\u00e1vel, \u00e9 o que se convencionou chamar de \u201clatinidad\u201d. Essa latinidade \u00e9 esse nosso jeito n\u00e3o anglo-sax\u00e3o, n\u00e3o germ\u00e2nico, n\u00e3o helv\u00e9tico ou escandinavo de ver e procurar entender o mundo e as pessoas. Um mexicano e um brasileiro, ap\u00f3s pouca conversa, t\u00eam hist\u00f3rias e sentimentos em comum. Com outros povos n\u00e3o latinos n\u00e3o h\u00e1 essa identidade, por mais que se tente. N\u00e3o falo da identidade latina estereotipada e propalada em filmes feitos por n\u00f3s mesmos, que s\u00f3 retratam o que temos de mais atrasado como O Beco dos Milagres, M\u00e9xico, 1994, Guantanamera, cubano, 1995, e o nosso Central do Brasil, 1997, que teimam em real\u00e7ar as est\u00e9ticas das nossas desgra\u00e7as e mazelas. N\u00e3o \u00e9 quest\u00e3o de colocar a nossa vida real embaixo do tapete, mas ser\u00e1 que s\u00f3 temos mis\u00e9rias e trag\u00e9dias para contar e mostrar?<br \/>\nA latinidade a que me refiro n\u00e3o \u00e9 essa vis\u00e3o cruel, embora real, mas a certeza de que temos sa\u00edda e estamos em meio a um processo novo de imensa transforma\u00e7\u00e3o em que todos os povos s\u00e3o obrigados a interagir e colaborar. Pois foi essa identidade ou latinidade atual que me fez, pouco a pouco, ir gostando do M\u00e9xico e dos mexicanos, sem que isso me fosse imposto ou houvesse qualquer ideia preconcebida. No ano 2000, o Embaixador mexicano no Brasil, Jorge Eduardo Navarette, veio a Fortaleza dar uma palestra. Eu estava l\u00e1. Ap\u00f3s a palestra, batemos um papo acidental e essa conversa foi puxando outra e mais outra. Depois de algum tempo, me vi C\u00f4nsul Honor\u00e1rio do M\u00e9xico no Cear\u00e1. S\u00f3 ent\u00e3o o Embaixador Navarette me contou que essa escolha teve que ser aprovada at\u00e9 no Senado mexicano. Levei um susto e tomei posse em meio a uma festa com comidas t\u00edpicas, requintada exposi\u00e7\u00e3o sobre a arte e a cultura mexicanas e um recital de m\u00fasica erudita. Mas isso \u00e9 outra hist\u00f3ria.<br \/>\nPouco a pouco, fui conhecendo mexicanos de todas as classes sociais: estudantes, professores, profissionais liberais, diplomatas, religiosos, intelectuais, artistas e a cada dia via-me impressionado com a cultura n\u00e3o ostentant\u00f3ria de cada um. N\u00e3o era cultura de fachada. Era gente de modo simples que falava duas, tr\u00eas ou quatro l\u00ednguas, entendia de arte, m\u00fasica, literatura, cinema, gastronomia e sabia se situar no mundo como cidad\u00e3os de excelente n\u00edvel. Conto um epis\u00f3dio de solidariedade espont\u00e2nea: acompanhei quando um jovem cearense que l\u00e1 estudava teve um grave acidente e foi prontamente acolhido e cuidado com carinho e aten\u00e7\u00e3o. O M\u00e9xico \u00e9 assim.<br \/>\nPosso citar alguns exemplos de pessoas que fui conhecendo: a Ministra Alejandra Garcia; a embaixadora Cec\u00edlia Soto, que sucedeu a Jorge Navarette; e o ent\u00e3o chanceler Jorge Casta\u00f1eda. Depois, conheci o violoncelista Carlos Prieto; o C\u00f4nsul-Geral Jorge S\u00e1nchez, o Presidente Vicente Fox e o Secret\u00e1rio-Adido Cultural Felipe Ehrenberg, al\u00e9m de outros.<br \/>\nQualquer pessoa das citadas poderia ser objeto de uma cr\u00f4nica. O Embaixador Jorge Navarette e a Ministra Alejandra Garcia s\u00e3o diplomatas de carreira, viajados, amantes da gastronomia, m\u00fasica cl\u00e1ssica e conhecedores da cultura mexicana. Cec\u00edlia Soto, atual embaixadora no Brasil, \u00e9 jornalista consagrada, ex-candidata a Presidente da Rep\u00fablica, agu\u00e7ado gosto liter\u00e1rio, al\u00e9m de ser uma mulher cativante, sagaz e leve. O violoncelista Carlos Prieto \u00e9 possuidor de um dos mais raros violoncelos Stradivarius do mundo, concertista internacional dos mais requisitados nas grandes salas europ\u00e9ias e americanas e nos honrou com um concerto no Audit\u00f3rio da Unifor. Jorge Casta\u00f1eda \u00e9 um social-democrata moderno, professor universit\u00e1rio nos Estados Unidos e profundo conhecedor de pol\u00edtica internacional. Jorge Sa\u00f1chez, C\u00f4nsul-Geral no Rio de Janeiro, \u00e9 um inveterado cineasta e um ex\u00edmio contador de hist\u00f3rias. O Presidente Vicente Fox \u00e9 um pragm\u00e1tico homem de empresa, forte e decidido, conhecedor de todos os meandros das Am\u00e9ricas e que conseguiu se eleger derrubando uma oligarquia pol\u00edtica de mais de 70 anos.<br \/>\nCom todo esse time de figuras not\u00e1veis, deixei para falar por \u00faltimo de Felipe Ehrenberg. Por qual raz\u00e3o? Primeiro, \u00e9 preciso dizer quem \u00e9 Felipe. Felipe n\u00e3o \u00e9 diplomata de carreira. Foi convidado, por sua hist\u00f3ria profissional, a ser Adido Cultural no Brasil pelo Presidente Fox e j\u00e1 decidiu que vai morar o resto de sua vida por aqui. \u00c9 um artista pl\u00e1stico provado e aprovado n\u00e3o s\u00f3 no M\u00e9xico, como em muitos pa\u00edses. Sessent\u00e3o, fartos bigodes, fala grave e uma m\u00e3o tatuada, vai mostrando em sua conversa descontra\u00edda a profunda e vers\u00e1til cultura que possui. Depois, porque Felipe teve uma imediata identifica\u00e7\u00e3o com o Cear\u00e1, a ponto de termos, ele e eu, redigido a Carta de Fortaleza, documento s\u00edntese das decis\u00f5es de f\u00f3rum internacional reunindo embaixadores, c\u00f4nsules e adidos culturais de 27 pa\u00edses, realizado aqui no Centro Drag\u00e3o do Mar pelo Governo do Estado do Cear\u00e1, e ter provocado a escolha de Fortaleza como cidade estrangeira convidada para a Feira Internacional do Livro na Cidade do M\u00e9xico, em outubro de 2004.<br \/>\n\u00c9 bem verdade que o munic\u00edpio de Fortaleza n\u00e3o se fez e se fez presente. Explico: a Secretaria da Cultura do Cear\u00e1 pegou o pi\u00e3o na unha e vez \u00e0s vezes de Fortaleza, levando uma comitiva ao M\u00e9xico que tinha de tudo, desde o sanfoneiro Waldonys e sua banda, a escritores, pintor, cordelista, editor, jornalista, montador de estante e pessoal de apoio. Pois esse Felipe, depois de estabelecer contatos com Jos\u00e9 Angel Leyva, Secret\u00e1rio de Cultura do Governo da Cidade do M\u00e9xico, M\u00e1rio Guti\u00e9rrez, do projeto Arte por toda a parte, e o Secret\u00e1rio de Cultura de Guadalajara, Santiago Baeza, os fez conhecer Fortaleza- por ocasi\u00e3o da \u00faltima Bienal do Livro &#8211; para ganhar apoio e refor\u00e7ar a nossa escolha como cidade convidada. No final, deu tudo certo.<br \/>\nL\u00e1 no M\u00e9xico, Felipe s\u00f3 manteve contato conosco na abertura solene da Feira, quando a Secretaria da Cultura Cl\u00e1udia Leit\u00e3o falou em nome de Fortaleza. Depois, Felipe desapareceu e nos deixou livres e soltos em pleno outono mexicano em meio a tendas brancas no Z\u00f3calo, no centro da cidade, cercados de gente, livros e artes por todos os lados, mas com o apoio integral do Governo da Cidade do M\u00e9xico e a plena assist\u00eancia de Jos\u00e9 Angel Leyva e M\u00e1rio Guti\u00e9rrez, devidamente acolitados por Karla Flores. Felipe \u00e9 assim. O M\u00e9xico \u00e9 assim.<\/p>\n<p>Jo\u00e3o Soares Neto,<br \/>\nEscritor<br \/>\nCR\u00d4NICA PUBLICADA NO DI\u00c1RIO DO NORDESTE EM 09\/01\/2005.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-3636","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry"],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3636","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3636"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3636\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3636"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3636"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3636"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}