{"id":3652,"date":"2023-12-21T09:10:51","date_gmt":"2023-12-21T12:10:51","guid":{"rendered":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/2023\/12\/21\/nas-fronteiras-da-tolerancia\/"},"modified":"2023-12-21T09:10:51","modified_gmt":"2023-12-21T12:10:51","slug":"nas-fronteiras-da-tolerancia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/2023\/12\/21\/nas-fronteiras-da-tolerancia\/","title":{"rendered":"NAS FRONTEIRAS DA TOLER\u00c3NCIA"},"content":{"rendered":"<p>Dizia Balshenkof que \u201ctoda rela\u00e7\u00e3o \u00e9 um teste de limites\u201d. Nunca h\u00e1 greve de sentimentos na vida. Assim parece ser na fam\u00edlia, trabalho, sociedade, pol\u00edtica, costumes e ordem social. Por esta e outras raz\u00f5es, nos dias 16,17 e 18 deste maio que finda, na cidade de Lisboa, estudiosos, cientistas, profissionais, acad\u00eamicos e interessados de Portugal, Espanha e Brasil estiveram discutindo as fronteiras da toler\u00e2ncia sob os ausp\u00edcios da Universidade Nova de Lisboa.<br \/>\nNa realidade, havia um Col\u00f3quio internacional e interdisciplinar tentando levantar quest\u00f5es e encontrar respostas envolvendo as perspectivas filos\u00f3fica e hist\u00f3rica, cuidando de ver os direitos humanos e as liberdades do agir, pensar e da f\u00e9. Igualmente, analisava culturas e ci\u00eancias, bem como o comportamento das minorias no ontem e no hoje.<br \/>\nVerificava-se, como claro \u00e9, que h\u00e1 ressurgimentos com sinais claros de intoler\u00e2ncia ao redor do mundo, da\u00ed foi escolhido o nome de Pro Dignitate para o movimento que foi organizado e deflagrado pelas Dras. Maria de Jesus Barroso Soares e Maria Helena Carvalho dos Santos, auxiliadas por Mery Ruah e Antonio Andrade, da Faculdade de Ci\u00eancias Sociais e Humanas da UNL. Na abertura dos trabalhos, a Dra. Barroso Soares disse que \u201cas quest\u00f5es da toler\u00e2ncia e da intoler\u00e2ncia atravessam transversalmente as sociedades\u201d e falou tamb\u00e9m que \u201ca hist\u00f3ria do mundo tem constantemente viajado entre esses caminhos, seja no plano pol\u00edtico e religioso, seja relativamente a imigrantes e minorias, seja, ainda, no interior das fam\u00edlias, escolas ou no mundo do trabalho\u201d.<br \/>\nAssim \u00e9 que se analisou, entre outros temas, o significado do humanismo, o papel da m\u00eddia, o direito de imigrar, a gen\u00e9tica molecular, as liberdades individuais e coletivas, a viol\u00eancia contra a mulher, a pr\u00e1tica da mutila\u00e7\u00e3o genital feminina em pa\u00edses africanos e do Oriente M\u00e9dio, a xenofobia, os direitos humanos e a exclus\u00e3o social.<br \/>\nPoder\u00e1 algu\u00e9m dizer que \u00e9 muito tema para 03 dias de estudo. \u00c9 e n\u00e3o \u00e9. Na verdade, cada um dos expositores teve o cuidado pr\u00e9vio de arrumar, por escrito, suas ideias que brevemente ser\u00e3o apresentadas em livro que circular\u00e1 inicialmente em Portugal, mas poder\u00e1 ter edi\u00e7\u00f5es brasileira e espanhola. Como escreveu poeticamente a Profa. Maria Helena Carvalho dos Santos: \u201ccontinuamos a escrever livros e aprendemos a fazer col\u00f3quios. Para qu\u00ea? Talvez todos juntos estejamos em condi\u00e7\u00f5es de aprender a escrever a palavra paz\u201d.<\/p>\n<p>Jo\u00e3o Soares Neto,<br \/>\nCronista<br \/>\nCR\u00d4NICA PUBLICADA NO DI\u00c1RIO DO NORDESTE EM 29\/05\/2005.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dizia Balshenkof que \u201ctoda rela\u00e7\u00e3o \u00e9 um teste de limites\u201d. Nunca h\u00e1 greve de sentimentos na vida. Assim parece ser na fam\u00edlia, trabalho, sociedade, pol\u00edtica, costumes e ordem social. Por esta e outras raz\u00f5es, nos dias 16,17 e 18 deste maio que finda, na cidade de Lisboa, estudiosos, cientistas, profissionais, acad\u00eamicos e interessados de Portugal, Espanha e Brasil estiveram discutindo as fronteiras da toler\u00e2ncia sob os ausp\u00edcios da Universidade Nova de Lisboa.<br \/>\nNa realidade, havia um Col\u00f3quio internacional e interdisciplinar tentando levantar quest\u00f5es e encontrar respostas envolvendo as perspectivas filos\u00f3fica e hist\u00f3rica, cuidando de ver os direitos humanos e as liberdades do agir, pensar e da f\u00e9. Igualmente, analisava culturas e ci\u00eancias, bem como o comportamento das minorias no ontem e no hoje.<br \/>\nVerificava-se, como claro \u00e9, que h\u00e1 ressurgimentos com sinais claros de intoler\u00e2ncia ao redor do mundo, da\u00ed foi escolhido o nome de Pro Dignitate para o movimento que foi organizado e deflagrado pelas Dras. Maria de Jesus Barroso Soares e Maria Helena Carvalho dos Santos, auxiliadas por Mery Ruah e Antonio Andrade, da Faculdade de Ci\u00eancias Sociais e Humanas da UNL. Na abertura dos trabalhos, a Dra. Barroso Soares disse que \u201cas quest\u00f5es da toler\u00e2ncia e da intoler\u00e2ncia atravessam transversalmente as sociedades\u201d e falou tamb\u00e9m que \u201ca hist\u00f3ria do mundo tem constantemente viajado entre esses caminhos, seja no plano pol\u00edtico e religioso, seja relativamente a imigrantes e minorias, seja, ainda, no interior das fam\u00edlias, escolas ou no mundo do trabalho\u201d.<br \/>\nAssim \u00e9 que se analisou, entre outros temas, o significado do humanismo, o papel da m\u00eddia, o direito de imigrar, a gen\u00e9tica molecular, as liberdades individuais e coletivas, a viol\u00eancia contra a mulher, a pr\u00e1tica da mutila\u00e7\u00e3o genital feminina em pa\u00edses africanos e do Oriente M\u00e9dio, a xenofobia, os direitos humanos e a exclus\u00e3o social.<br \/>\nPoder\u00e1 algu\u00e9m dizer que \u00e9 muito tema para 03 dias de estudo. \u00c9 e n\u00e3o \u00e9. Na verdade, cada um dos expositores teve o cuidado pr\u00e9vio de arrumar, por escrito, suas ideias que brevemente ser\u00e3o apresentadas em livro que circular\u00e1 inicialmente em Portugal, mas poder\u00e1 ter edi\u00e7\u00f5es brasileira e espanhola. Como escreveu poeticamente a Profa. Maria Helena Carvalho dos Santos: \u201ccontinuamos a escrever livros e aprendemos a fazer col\u00f3quios. Para qu\u00ea? Talvez todos juntos estejamos em condi\u00e7\u00f5es de aprender a escrever a palavra paz\u201d.<\/p>\n<p>Jo\u00e3o Soares Neto,<br \/>\nCronista<br \/>\nCR\u00d4NICA PUBLICADA NO DI\u00c1RIO DO NORDESTE EM 29\/05\/2005.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-3652","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry"],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3652","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3652"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3652\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3652"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3652"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3652"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}