{"id":3743,"date":"2023-12-21T09:10:53","date_gmt":"2023-12-21T12:10:53","guid":{"rendered":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/2023\/12\/21\/as-misturas-do-evandro\/"},"modified":"2023-12-21T09:10:53","modified_gmt":"2023-12-21T12:10:53","slug":"as-misturas-do-evandro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/2023\/12\/21\/as-misturas-do-evandro\/","title":{"rendered":"AS MISTURAS DO EVANDRO"},"content":{"rendered":"<p>Quem conhece Evandro Ayres de Moura sabe que seu livro \u201cHist\u00f3rias do Ontem e de Hoje\u201d \u00e9 a cara dele. \u00c9 muita hist\u00f3ria vivida com fatos misturados, aparentemente d\u00edspares, mas todos fazendo parte do variegado cotidiano e do rico imagin\u00e1rio de um homem inquieto, inteligente, trabalhador, destemido, competente, amoroso, sentimental e leal.<br \/>\nN\u00e3o poderia ser diferente. Evandro \u00e9 misturado mesmo. \u00c9 cearense ou paraibano? Ama Sobral ou Fortaleza? Banc\u00e1rio ou advogado? Administrador ou pol\u00edtico? Professor ou contador de hist\u00f3rias? Pai extremado ou marido apaixonado? Frequentador das rodas do Ideal Clube ou xingador nos est\u00e1dios pelo time do Fortaleza? Religioso ou amante de versos fesceninos? Gosta da roda da Pra\u00e7a do Ferreira ou da turma dos s\u00e1bados no Iate Clube? Quem optou por todas as respostas, acertou. Na linguagem dos jovens de hoje, poder-se-ia dizer: \u201cPense em uma pessoa ativa, agitada?\u201d, pois essa pessoa seria Evandro.<br \/>\nH\u00e1 alguns anos seu cora\u00e7\u00e3o, talvez cansado de tanta lida, pediu sossego, pois tinha acompanhado suas v\u00e1rias emo\u00e7\u00f5es de menino querido, depois sofrido e solit\u00e1rio, seminarista, estudante, revisor, jornalista, estudante de direito, banc\u00e1rio comum, pai de fam\u00edlia, gerente de ag\u00eancia, presidente de banco p\u00fablico, professor, diretor de clube social, prefeito de Fortaleza, deputado federal e diretor de banco privado. Mas ele n\u00e3o concordou. Foi ao embate com a ajuda de m\u00e9dicos, refez-se tal como o sert\u00e3o seco aparentemente morto tinge-se de verde e de benesses ao fim de chuvas copiosas. Redivivo, imp\u00f4s-se a tarefa de registrar em livro, o que viu, sentiu, lutou e venceu. E o fez para g\u00e1udio de seus amigos, que s\u00e3o muitos, e de seus filhos.<br \/>\nQuem conhece os filhos de Evandro sabe que est\u00e1 lidando com gente diferenciada. Cada qual com modo peculiar de ver o mundo e todos com acendrado sentimento de fam\u00edlia. Isso \u00e9 gen\u00e9tico e produto do desvelo de Evandro e de sua discreta, fiel e diligente mulher, Aun\u00e9sia. Como se formassem um casal de \u00e1guias, protegeram seus filhotes, deram-lhe vida e amor, mostraram um c\u00e9u sem limites e permitiram voos independentes. Cada um a seu modo, mas nunca esquecendo o velho ninho, permanente, grande, caloroso e generoso.<br \/>\nEvandro finaliza seu livro mostrando, com propriedade, ser ele uma refer\u00eancia \u201cque registra para os p\u00f3steros a mem\u00f3ria de acontecimentos do passado por mim vividos ou presenciados, para preservar a hist\u00f3ria da regi\u00e3o, do seu povo e de seus costumes\u201d.<\/p>\n<p> Jo\u00e3o Soares Neto,<br \/>\nescritor<br \/>\nCR\u00d4NICA PUBLICADA NO DI\u00c1RIO DO NORDESTE EM 13\/01\/2002.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quem conhece Evandro Ayres de Moura sabe que seu livro \u201cHist\u00f3rias do Ontem e de Hoje\u201d \u00e9 a cara dele. \u00c9 muita hist\u00f3ria vivida com fatos misturados, aparentemente d\u00edspares, mas todos fazendo parte do variegado cotidiano e do rico imagin\u00e1rio de um homem inquieto, inteligente, trabalhador, destemido, competente, amoroso, sentimental e leal.<br \/>\nN\u00e3o poderia ser diferente. Evandro \u00e9 misturado mesmo. \u00c9 cearense ou paraibano? Ama Sobral ou Fortaleza? Banc\u00e1rio ou advogado? Administrador ou pol\u00edtico? Professor ou contador de hist\u00f3rias? Pai extremado ou marido apaixonado? Frequentador das rodas do Ideal Clube ou xingador nos est\u00e1dios pelo time do Fortaleza? Religioso ou amante de versos fesceninos? Gosta da roda da Pra\u00e7a do Ferreira ou da turma dos s\u00e1bados no Iate Clube? Quem optou por todas as respostas, acertou. Na linguagem dos jovens de hoje, poder-se-ia dizer: \u201cPense em uma pessoa ativa, agitada?\u201d, pois essa pessoa seria Evandro.<br \/>\nH\u00e1 alguns anos seu cora\u00e7\u00e3o, talvez cansado de tanta lida, pediu sossego, pois tinha acompanhado suas v\u00e1rias emo\u00e7\u00f5es de menino querido, depois sofrido e solit\u00e1rio, seminarista, estudante, revisor, jornalista, estudante de direito, banc\u00e1rio comum, pai de fam\u00edlia, gerente de ag\u00eancia, presidente de banco p\u00fablico, professor, diretor de clube social, prefeito de Fortaleza, deputado federal e diretor de banco privado. Mas ele n\u00e3o concordou. Foi ao embate com a ajuda de m\u00e9dicos, refez-se tal como o sert\u00e3o seco aparentemente morto tinge-se de verde e de benesses ao fim de chuvas copiosas. Redivivo, imp\u00f4s-se a tarefa de registrar em livro, o que viu, sentiu, lutou e venceu. E o fez para g\u00e1udio de seus amigos, que s\u00e3o muitos, e de seus filhos.<br \/>\nQuem conhece os filhos de Evandro sabe que est\u00e1 lidando com gente diferenciada. Cada qual com modo peculiar de ver o mundo e todos com acendrado sentimento de fam\u00edlia. Isso \u00e9 gen\u00e9tico e produto do desvelo de Evandro e de sua discreta, fiel e diligente mulher, Aun\u00e9sia. Como se formassem um casal de \u00e1guias, protegeram seus filhotes, deram-lhe vida e amor, mostraram um c\u00e9u sem limites e permitiram voos independentes. Cada um a seu modo, mas nunca esquecendo o velho ninho, permanente, grande, caloroso e generoso.<br \/>\nEvandro finaliza seu livro mostrando, com propriedade, ser ele uma refer\u00eancia \u201cque registra para os p\u00f3steros a mem\u00f3ria de acontecimentos do passado por mim vividos ou presenciados, para preservar a hist\u00f3ria da regi\u00e3o, do seu povo e de seus costumes\u201d.<\/p>\n<p> Jo\u00e3o Soares Neto,<br \/>\nescritor<br \/>\nCR\u00d4NICA PUBLICADA NO DI\u00c1RIO DO NORDESTE EM 13\/01\/2002.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-3743","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry"],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3743","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3743"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3743\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3743"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3743"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/joaosoaresneto.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3743"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}